- As feiras Qualifica e Futurália, em março, afirmam-se como os maiores eventos nacionais dedicados à educação, formação e empregabilidade, reunindo mais escolas profissionais e instituições de ensino superior.
- O aumento reflecte uma maior competição na captação de alunos para o ensino profissional, que ainda não atinge as metas da União Europeia para 2030.
- A Recomendação do Conselho da União Europeia de nove de março de dois mil e vinte e seis sublinha a necessidade de reforçar sistemas educativos, orientar vocacionalmente e promover percursos formativos diversificados e de elevada qualidade.
- O ensino profissional é visto como estratégico para aproximar educação e mercado de trabalho; o modelo dual, utilizado na Alemanha, Áustria e Suíça, envolve empresas e aumenta a empregabilidade e salários iniciais.
- Em Portugal, o ensino técnico-profissional tem história desde o século XVIII, com reintrodução em 1989; na Área Metropolitana do Porto concentra o maior número de escolas profissionais e precisa de reforçar a articulação com o mercado e estágios de qualidade.
O ensino profissional volta a ganhar relevância num quadro de educação, formação e empregabilidade. As feiras Qualifica e Futurália, realizadas em março, consolidam-se como os maiores eventos nacionais neste domínio, reunindo escolas profissionais e instituições de ensino superior. O objetivo é atrair alunos para formatos que aproximem educação e mercado de trabalho.
A União Europeia reforça a aposta em capital humano. A Recomendação de 9 de março de 2026 apela a sistemas educativos que desenvolvam competências úteis à economia, orientem vocações e promovam percursos formativos diversificados e de qualidade. Portugal está a alinhar-se com este enquadramento para atingir metas até 2030.
Modelo dual e percursos profissionais
O ensino profissional é apresentado como instrumento estratégico para qualificar jovens e reduzir a distância entre estudo e prática laboral. Em Alemanha, Áustria e Suíça, o modelo dual, com forte envolvimento de empresas, está associado a empregabilidade elevada e, noutras áreas, salários iniciais superiores aos de licenciados.
Perspetiva histórica e atual
O ensino técnico-profissional pode ser rastreado até ao século XVIII, com o Marquês de Pombal e a Aula do Comércio. No século XIX surgiu a primeira escola industrial no Porto; após reformas, o ensino foi reintroduzido em 1983 e as primeiras escolas profissionais abriram em 1989.
Desafios e articulação com o território
Hoje, o ensino profissional prepara para o mercado e para o ensino superior, mas persiste o estigma de plano B. Na Área Metropolitana do Porto concentra-se o maior conjunto de escolas profissionais, onde é essencial consolidar uma via de qualidade por meio de articulação com o mercado, estágios e mudança cultural.
Caminho para o futuro do ensino profissional
Valorizar este percurso implica reforçar mérito, fomentar inovação e assegurar uma mão de obra qualificada a curto prazo. O objetivo é tornar o ensino profissional uma via de escolha, reconhecida pela qualidade e pela ligação efetiva ao tecido económico.
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