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Em Leiria, casas perdidas e ajuda ainda não chegou

Leiria ainda sem casa e sem apoios após Kristin, com moradores a aguardar respostas de seguros e ajudas estatais

Idosa sem casa e apoios após tempestade aguarda reconstrução
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  • Em Leiria, a tempestade Kristin arrasou habitações há quase três meses; Gabriela Costa, de 67 anos, viu a casa de madeira nos Parceiros ficar destruída e não tem acesso aos apoios anunciados pelo Governo.
  • Gabriela descreve a situação como dolorosa, com pertenças encharcidas e dificuldades para conseguir apoio, incluindo questões relacionadas com a caderneta predial.
  • Na freguesia da Memória, em Santa Margarida, Albertino Nunes relata fissuras na habitação e alargamento de dúvidas sobre a possibilidade de regresso, com avaliação da Proteção Civil ou da Câmara ainda pendente.
  • A empresa que gere um parque de diversões na Gândara dos Olivais, em Leiria, estima prejuízos superiores a 1,8 milhões de euros para recuperar o muro e o espaço, ainda sem resposta de seguro e apoios estatais.
  • Três meses após Kristin, continuam a existir obras de remoção de destroços e incertezas sobre o regresso às actividades, com planos de abrir o parque de diversões apenas quando as condições permitirem.

Em Leiria, a tempestade Kristin deixou casas destruídas e famílias sem respostas. Gabriela Costa, de 67 anos, viu a habitação de madeira onde vivia ficar arrasada nos Parceiros, há quase três meses. O espaço que era o seu refúgio ficou quase irreconhecível.

Desde então, não houve melhoria. Ao falar do que sobrou, Gabriela relata sacos de roupa encharcados que precisaram de ser deitados fora. Não tem direito aos apoios anunciados e teve de recorrer a um recurso que exige nova caderneta predial.

Além do choque emocional, a idosa vive com uma pensão modesta e enfrenta problemas práticos, como o contador de luz danificado pela água. Assinala que, apesar de permanecer, não pode abandonar quem ali ficou, incluindo animais.

Situação em Parceiros e Memória

Numa outra freguesia de Leiria, Albertino Nunes e a família enfrentam situações semelhantes em Santa Margarida, Memória. A casa com 27 anos está em risco de ruir, com fissuras visíveis pelas fundações expostas.

O terreno cedeu e o muro de contenção foi destruído. O morador aguarda avaliação da Proteção Civil ou da Câmara para saber se é seguro regressar. Ainda não houve decisão definitiva, nem confirmação de apoios.

Questionado sobre seguros, Albertino diz ter recebido um orçamento de um milhão e oitocentos mil euros para reconstrução. Até aqui, não houve confirmação de ajuda pública e os prazos permanecem incertos.

Parque de diversões em Leiria

Nas proximidades, o parque de diversões da Gândara dos Olivais sofreu impactos significativos. A inauguração, prevista para antes do inverno, foi adiada por causa dos estragos e da interrupção de obras.

Os empresários avaliam prejuízos totais, estimados em investimento próximo de um milhão de euros, além dos danos materiais. A empresa aguarda resposta de seguradoras e de apoios estatais para avançar com a reabertura.

Com o cenário ainda sem solução, Carlos Valente afirma que a prioridade é reerguer o espaço e abrir em tempo útil, esperando que a primavera permita acelerar os trabalhos. O objetivo é retomar atividades ainda neste verão.

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