- A Frente Comum de sindicatos da Administração Pública pediu ao Governo aumentos intercalares de salários neste ano e chamou os trabalhadores a manter a participação na greve geral de 03 de junho.
- O pedido foi feito em conferência de imprensa após o pré-aviso de paralisação apresentado pela CGTP, com Sebastião Santana a acusar o Governo de cegar-se às necessidades dos trabalhadores.
- A Frente Comum reforçou que a greve busca ganhos intercalares e melhoria dos serviços públicos, destacando que a reforma laboral afetará todos os trabalhadores.
- Em janeiro, a Frente Comum entregou o pedido de negociação de um aumento intercalar, mas o Governo ainda não respondeu, segundo o sindicalista.
- O acordo para os próximos três anos prevê aumentos de 60,52 euros ou mínimo de 2,30 por cento, enquanto este ano os trabalhadores da Administração Pública tiveram um aumento de 56,58 euros ou mínimo de 2,15 por cento; a Frente Comum ficou de fora do acordo.
A Frente Comum de sindicatos na Administração Pública pediu neste días que o Governo avance com aumentos intercalares de salários em 2026 e apelou à participação dos funcionários públicos na greve geral de 3 de junho. A intervenção ocorreu em conferência de imprensa, pouco depois de a CGTP ter apresentado o pré-aviso de paralisação.
Sebastião Santana, coordenador da Frente Comum, acusou o Governo de cegueira face às necessidades dos trabalhadores e garantiu que a greve geral é uma oportunidade para reivindicar aumentos intercalares e melhorar os serviços públicos. O sindicalista destacou que a paralisação envolve trabalhadores de todas as áreas, independentemente da profissão ou filiação sindical.
Em janeiro, a Frente Comum entregou ao Executivo um pedido de negociação de um aumento intercalar, mas, até agora, o Governo não respondeu. Santana lembrou ainda que, passados quatro meses, a situação económica agravou-se com o aumento de habitação, combustíveis e cabaz alimentar.
Greve geral e reivindicações
Este ano, os trabalhadores da Administração Pública receberam um aumento de 56,58 euros ou 2,15% mínimo, conforme o Acordo Plurianual de Valorização dos Trabalhadores para 2026-2029, assinado com a Fesap e o STE, tendo a Frente Comum ficado de fora. O acordo prevê aumentos de 60,52 euros ou 2,30% para 2027, 2028 e 2029.
Santana afirmou que, nas reuniões setoriais com o Governo, há consenso sobre a necessidade de discutir o aumento intercalar, mas o Governo tem adiado as respostas. O coordenador rejeitou que a deterioração económica justifique a posição das entidades laborais, assinalando que o custo do trabalho é apenas um factor entre muitos.
O líder sindical reiterou que a greve geral visa contestar o pacote laboral, exigir melhores serviços públicos e valorização salarial. A CGTP entregou o pré-aviso da paralisação sob o lema Derrotar o pacote laboral.
Contexto negocial
As negociações sobre a reforma das leis do trabalho terminou em 7 de maio sem acordo entre o Governo e os parceiros sociais. A ministra do Trabalho acusou a UGT de intransigência, enquanto a central sindical sustentou que o executivo avançava e recuava de forma constante nas propostas. O Governo não assumeu posições definitivas até ao momento.
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