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Decisão sobre proibição de smartphones além do 6.º ano será anunciada nas férias

Ministério adia anúncio de alargamento da proibição de smartphones para além do 6.º ano, após avaliar impactos no 1.º e 2.º ciclos e seguir negociações do ECD

Uso de smartphones nas escolas está proibido até ao 6.º ano
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  • O Ministério da Educação vai avaliar o impacto da proibição de smartphones até ao 6.º ano e anunciar o eventual alargamento apenas depois das férias, com um inquérito aos diretores já nesta semana.
  • A ideia é perceber se a medida deve abranger alunos de ciclos mais avançados, no âmbito de negociações do Estatuto da Carreira Docente.
  • A mudança começou há cerca de dois anos com uma recomendação para as escolas restringirem o uso de telemóveis; o inquérito indicou melhorias no comportamento, maior socialização, mais atividade física, uso de bibliotecas, menos indisciplina e menos bullying.
  • O processo de eventual alargamento prossegue após as aulas, com novas alterações a serem discutidas na revisão do Estatuto da Carreira Docente.
  • Em paralelo, continua a negociação sobre o novo modelo de concurso de professores, com dois procedimentos (permanentes e contínuo) e nova mobilidade interna renomeada, para evitar ultrapassagens e apoiar deslocações de docentes.

O Ministério da Educação vai avaliar o impacto da proibição de smartphones até ao 6.º ano antes de decidir se o alargamento abrange os alunos dos ciclos seguintes. O anúncio definitivo será feito após as férias, conforme explicou o secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo. Um inquérito será lançado já esta semana junto dos diretores de escola.

A avaliação foca-se nos efeitos da proibição no 1.º e 2.º ciclos. O objetivo é perceber se se deve alargar a medida a alunos mais velhos, mantendo o calendário de divulgação apenas para o fim do ano letivo. A mudança insere-se no processo negocial do Estatuto da Carreira Docente.

A medida começou há cerca de dois anos com uma recomendação para negar o uso de telemóveis aos alunos mais novos. Alguns estabelecimentos aderiram, permitindo observar impactos no comportamento, socialização e uso de bibliotecas. Os resultados indicaram melhorias gerais.

Proibição de smartphones nos ciclos 1 e 2

A tutela concluiu que haver mais-valias na proibição e decidiu repetir o processo para os restantes ciclos. O Governo planeia recolher informações adicionais de direções e docentes antes de anunciar o alargamento, ainda sem data definida.

Na mesma reunião, sindicatos e Governo discutiram o novo modelo de concurso de professores. A proposta prevê apenas dois procedimentos concursais: um para necessidades permanentes e outro contínuo para necessidades temporárias.

A secretaria de Estado da Educação indica que a mobilidade interna deverá manter-se, mesmo com novo nome, garantindo candidaturas a necessidades temporárias. O objetivo é evitar ultrapassagens e assentar as regras antes do início do ano lectivo.

O Governo enviará uma nova versão do articulado aos sindicatos ainda hoje, pedindo sugestões até quinta-feira. A próxima reunião técnica está marcada para a segunda-feira, com perspetiva de concluir o tema no dia 14.

Apoio aos docentes e deslocações

A Fenprof criticou a morosidade do processo de revisão do ECD, alegando delays. A FNE defendeu um concurso entre dois previstos para facilitar a mobilidade de docentes em quadro. A secretária-geral da FNE alertou para o facto de muitos professores percorrem grandes distâncias diariamente sem apoio.

Em números, cerca de 94% dos professores já estão colocados a menos de 50 km. Ainda assim, milhares deslocam-se a mais de 100 km, situação que coloca pressão financeira e logística. O ministério tem considerado medidas de apoio ao pagamento de deslocações para este grupo.

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