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MUBi critica o novo Código da Estrada da ACP como retrocesso na mobilidade

MUBi vê a proposta do ACP como retrocesso na mobilidade, ao aumentar burocracias e transferir o risco para utilizadores de bicicleta

Bicicletas partilhadas de Leiria já fizeram mais de 86 mil quilómetros
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  • O Automóvel Club de Portugal (ACP) propõe uma reforma estrutural do Código da Estrada com aumento substancial das coimas e das penas para a condução sob efeito de álcool.
  • O ACP defende a obrigatoriedade de matrícula, seguro e uso de capacete para utilizadores de bicicletas, velocípedes a motor e de mobilidade elétrica.
  • A MUBi rejeita as propostas, dizendo que transferem a responsabilidade do risco para os utilizadores de bicicleta e destacando que estes são os que menos contribuem para o risco.
  • A associação afirma que as medidas representam um retrocesso na mobilidade sustentável, desincentivando a bicicleta e não correspondendo a práticas europeias mais seguras.
  • A MUBi defende um código que inclua o limite de 30 km/h em meio urbano e medidas que promovam modos de transporte mais sustentáveis, com foco em infraestruturas seguras.

A Associação pela Mobilidade Urbana em Bicicleta (MUBi) rejeitou, nesta quinta-feira, as propostas do Automóvel Club de Portugal (ACP) para uma reforma do Código da Estrada. A ACP classificou a iniciativa como uma reforma estrutural, com aumento das coimas para condução sob efeito de álcool, já alinhada com a posição do Governo.

A MUBi criticou as medidas, dizendo que são perigosamente desalinhadas com a mobilidade sustentável. Em comunicado, a associação afirma que a proposta transfere a responsabilidade do risco rodoviário dos condutores motorizados para os utilizadores de bicicleta.

Propostas do ACP

Segundo o ACP, as propostas que vão ao Ministério da Administração Interna incluem a matrícula obrigatória, o seguro e o uso de capacete para ciclistas, velocípedes a motor e dispositivos de mobilidade elétrica. A MUBi questiona a prática e o impacto na mobilidade urbana.

A MUBi sustenta que as medidas “conduzem a burocracia excessiva” e desincentivam uma forma de transporte segura e eficiente. A associação aponta ainda que o texto ignora evidência internacional e não encontra paralelo em países com bons índices de segurança.

Contexto e objetivos

A posição da MUBi surge depois de o ministro da Administração Interna, Luís Neves, anunciar a revisão do Código da Estrada, com reforço da fiscalização e da Brigada de Trânsito da GNR, num contexto de aumentos de mortalidade rodoviária durante a Páscoa.

A associação defende que o foco deve ficar na redução da velocidade e na responsabilização dos veículos motorizados, em vez de tributar os utilizadores de bicicleta. A MUBi argumenta pela promoção de infraestruturas seguras e de limites de velocidade mais baixos em áreas urbanas.

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