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Governo pretende atrair mais adultos para o ensino superior

Governo quer diversificar vias de acesso ao ensino superior para compensar a queda de matrículas, com foco em adultos e no setor público e privado

A idade média de entrada no ensino superior em Portugal é de 20 anos — abaixo da média da OCDE, que é de 22 anos
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  • O número de novos matriculados no ensino superior em 2025/26 foi de 75.890, abaixo dos 83.800 de 2024/25, representando uma quebra de 10%.
  • O concurso nacional de acesso representa 59% dos inscritos no 1.º ano; é necessário olhar para o resto do sistema e para as restantes vias de acesso, públicas e privadas.
  • Concursos institucionais de privados caíram cerca de 20%; as mudanças de curso no 1.º ano diminuíram 29%.
  • A idade média de entrada é de 20 anos; entre 2025 e 2040, prevê-se redução de 14% na faixa dos 15 aos 19 anos e de 18% na dos 20 aos 24 anos.
  • O Governo propõe diversificar vias de acesso e estudar uma prova geral de competências; o CIPES está a avaliar a aplicação dos Ctesp ao longo da última década.

O Governo enfrenta menos entradas no ensino superior em 2025/26. O total de novos matriculados caiu para 75.890, menos 7.998 face a 2024/25 (83.800). O estudo Quebra de Ingressos mostra uma redução de 10% e o patamar é inferior ao de 2019/20.

A quebra não se limita ao concurso nacional de acesso. O ranking de viações também caiu no ensino público e privado, com uma quebra de 20% nos concursos institucionais privados. Mesmo assim, alguns concursos especiais subiram, mas não impediram a tendência global.

A idade média de entrada permanece em 20 anos, muito abaixo da média da OCDE (22) e de países como a Dinamarca (26). Projeta-se que, entre 2025 e 2040, haja redução de 14% em 15-19 anos e de 18% em 20-24 anos.

Diversificar vias de acesso

O relatório do Governo sublinha que o concurso nacional representa 59% dos inscritos no 1.º ano de licenciaturas e mestrados integrados. Anseia-se, assim, um olhar mais atento para o resto do sistema público e privado.

Há espaço para crescer em formação de curta duração: apenas 1% de adultos entre 25 e 34 anos tem ensino superior de curta duração, face a 7% na OCDE. Os CTESp mantêm crescimento desde 2014, com estudo CIPES encomendado para avaliar o percurso.

As vias acessórias são vistas como portas de entrada para públicos tradicionalmente afastados. No entanto, a continuidade académica dos diplomados em CTESp é um desafio, já que muitos ingressam em licenciaturas no ano seguinte.

Proposta de avaliação transversal

O Governo analisa uma prova geral de competências, inspirada em modelos internacionais, para avaliar capacidades de forma transversal. Instituições temem impactos na sustentabilidade e alunos de contextos vulneráveis, o que gerou críticas no sector.

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