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Sindicato denuncia problemas em cantinas escolares do Porto, Câmara nega

Sindicato denuncia falhas em cantinas escolares do Porto: equipamentos avariados, falta de pessoal e higiene, colocando em risco a segurança alimentar, enquanto a Câmara nega casos

Sindicato denuncia falta de condições de trabalho e consequentes quebras na qualidade do serviço
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  • O sindicato dos trabalhadores da hotelaria no Norte indica problemas em pelo menos dez cantinas escolares do Porto, com equipamentos avariados, falta de pessoal, higiene deficitária e insegurança alimentar.
  • A Câmara do Porto diz ter conhecimento de apenas um caso específico, na escola EB 2,3 Manoel de Oliveira, assegurando que já está tudo resolvido; em março houve alerta de praga de ratos e a desinfeção ocorreu de imediato.
  • A cozinheira Florinda Mendes confirma a desratização e a transferência de refeições para outra escola, destacando que o fogão anterior foi retirado e não havia substituto.
  • O sindicato enviou um pedido de reunião à Câmara do Porto e à Mediterranea Catering, defendendo que a falta de pessoal compromete a segurança, higiene e qualidade do serviço.
  • O contrato com a Mediterranea Catering, no valor de 3,96 milhões de euros e a 2,9 euros por refeição, é válido até julho; há discussão sobre internalizar o serviço.

O Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria e Similares do Norte denuncia problemas em várias cantinas escolares da cidade do Porto. O balanço inicial apanha pelo menos dez unidades afetadas, com falhas de equipamentos, falta de pessoal e questões de higiene.

O grupo sindical ainda está a fazer o levantamento junto dos trabalhadores. A dirigente Carina Castro diz que não é um caso isolado e que já existem pelo menos dez casos identificados até ao momento.

Na EB 2,3 Manoel de Oliveira, na zona ocidental, a imprensa foi chamada à porta para clarificar a situação. O sindicato assegura que as falhas não se restringem a aquela escola.

Câmara do Porto: versão oficial

O município afirma ter identificado um caso em particular e nega a existência de outras situações idênticas. A administração municipal sustenta que, em março, houve desratização na cantina e que as refeições foram temporariamente transferidas para outras escolas.

Segundo a Câmara, as medidas de segurança alimentar foram aplicadas de imediato. O objetivo foi garantir a segurança das refeições até completar o processo de desinfecção, assegurando o retorno normal das atividades.

A cozinheira Florinda Mendes aponta uma perspetiva diferente. Ela relata desratização, deslocação de turnos para outra escola e transporte diário de refeições. Em testes, o fogão antigo foi removido, sem substituição imediata.

Hoje, o almoço funciona com recursos limitados: grão-de-bico, carnes, legumes, massas e batatas, confecionados num equipamento básico. A trabalhadora prepara cerca de 300 refeições diárias, num total de serviço estimado em 12 mil refeições.

Carina Castro já solicitou reunião com a Câmara do Porto e com a Mediterranea Catering, a empresa fornecedora. O objetivo é discutir condições de trabalho, higiene e qualidade do serviço.

A denúncia do sindicato surge num contexto em que, em 2024, o Bloco de Esquerda propôs internalizar o serviço de cantinas. O projecto recebeu apoio parcial do PS e CDU, mas ficou travado pelo executivo municipal. O contrato com a Mediteranea Catering expira em Julho, com preço de 2,9 euros por unidade.

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