- O Papa Leão XIV afirmou que Deus não está do lado dos prepotentes, durante a sua visita à Argélia, em Annaba, referência às guerras em curso.
- Reiterou críticas aos “prepotentes do mundo” e ao uso do poder, dizendo que o coração de Deus está dilacerado pela guerra, pela violência, pela injustiça e pela mentira.
- Destacou que o coração de Deus está com os humildes e simples, elogiando o trabalho das Irmãzinhas dos Pobres em Annaba.
- Em mensagem à Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, defendeu que o poder legítimo se expressa na democracia autêntica, baseada na dignidade humana e na lei moral.
- Acompanhado por autoridades argelinas, visitou um sítio arqueológico em Annaba, depositou uma coroa de flores, plantou uma oliveira pela paz e encerrou com missa na basílica de Santo Agostinho.
O Papa Leão XIV afirmou que Deus não está do lado dos prepotentes, numa declaração feita durante a segunda dia da sua visita à Argélia. A intervenção foi vista como crítica aos líderes que iniciam guerras, em particular ao presidente norte‑americano. O Papa falou em Annaba, a 550 quilómetros a leste de Argel, numa locação associada a Santo Agostinho.
Aos jornalistas, o Papa reforçou que o coração de Deus está dilacerado pelas guerras, pela violência, pela injustiça e pela mentira. Acrescentou que o coração do Pai está com os humildes e com os simples, apoiando obras humanitárias locais, incluindo o Lar de Idosos gerido por Irmãzinhas dos Pobres.
Antes, numa mensagem dirigida a participantes da Assembleia Plenária da Academia Pontifícia das Ciências Sociais, Leão XIV defendeu que o poder legítimo tem uma expressão elevada na democracia autêntica. A democracia, disse, reconhece a dignidade de cada pessoa e deve assentar na lei moral.
Ao longo do dia, o Papa visitou o sítio arqueológico de Annaba, que conserva vestígios romanos e cristãos, incluindo o fórum, o teatro e as termas. No final do percurso, depositou uma coroa de flores na basílica da Paz e plantou uma oliveira para simbolizar a paz.
A deslocação pelo local teve significado pessoal para o Papa, antigo responsável da Ordem de Santo Agostinho. Chegou de manhã ao aeroporto local, sob chuva, sendo recebido por representantes locais e por ministros argelinos dos Negócios Estrangeiros e da Cultura.
O programa do dia incluiu uma passagem pela basílica de Santo Agostinho, onde o Papa celebrou uma missa. A agenda de Annaba terminou com o regresso a Argel no fim da tarde, após uma visita que combinou memória histórica com mensagens de paz.
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