- O Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC) exigiu a demissão imediata do comandante dos Bombeiros Voluntários de Areosa/Rio Tinto, Marco Martins, que rejeita as acusações.
- O SNPC alega que Marco Martins colocou na prateleira mais de 20 voluntários por terem se pronunciado sobre a vida da corporação e por reagirem a abusos e violações de direitos fundamentais.
- O sindicato descreve o comportamento do comandante como vergonhoso e acusa-o de ter instaurado 21 processos disciplinares em nove meses de funções.
- Marco Martins afirma estar a ser alvo de perseguição política e sustenta que o SNPC pretende avançar para tribunal por falsificação de documentos e simulação de eleição de delegado sindical.
- A direção da associação humanitária afirma que a queixa do sindicato visa destabilizar a assembleia-geral marcada para debater, entre outros, os resultados financeiros de 2025.
O Sindicato Nacional da Proteção Civil (SNPC) pediu a demissão imediata do comandante dos Bombeiros Voluntários de Areosa/Rio Tinto, Marco Martins, no concelho de Gondomar, Porto. A ação surge após Marco Martins “colocar na prateleira” mais de 20 voluntários que publicamente se pronunciaram sobre a vida da corporação.
Segundo o SNPC, o comandante terá desencadeado 21 processos disciplinares em nove meses de funções, alegadamente sem fundamento. O sindicato acusa comportamentos abusivos que violam direitos fundamentais e descreve a situação como uma quebra de dignidade das forças de proteção civil.
Marco Martins negou as acusações, dizendo estar a sofrer uma perseguição política. O comandante sustenta que o sindicato está a agir assim após a direção dos bombeiros ter avançado para tribunal por falsificação de documentos e simulação de eleição de um delegado sindical.
O SNPC afirma que a atuação de Martins inclui decisões disciplinares sem base adequada, em contexto de controvérsia interna. Em resposta, o ex-autarca de Gondomar reforça que o desempenho operacional é positiva e que houve apenas uma queixa antiga de exigência excessiva.
A Associação Humanitária de Areosa/Rio Tinto confirmou que está a preparar uma queixa contra o sindicato. Foi referido que um associado não se revê nas declarações do SNPC e pretende renunciar ao cargo associativo.
O porta-voz do SNPC indicou que o sindicato contabiliza cerca de 15 associados na corporação, todos voluntários, com apenas um trabalhador assalariado filiado, que se desvinculou no sábado. A posição do sindicato é de que não representa os trabalhadores da corporação.
A direção da associação aponta que a assembleia-geral, marcada para hoje, pode demonstrar resultados financeiros positivos para 2025. A direção sustenta que a publicação do comunicado visa destabilizar o processo democrático interno.
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