- O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa acusou o Governo de “legitimar a exclusão, a hostilidade ou o desprezo” pelos imigrantes.
- A intervenção abriu a assembleia plenária que vai eleger o novo representante dos bispos portugueses.
- D. José Ornelas criticou duramente as alterações legislativas no acolhimento de imigrantes, nomeadamente na lei da nacionalidade.
- Defendeu que regular fluxos migratórios é necessário, mas não podem existir processos desumanos, tempos de espera humilhantes ou integração insuficiente.
- O bispo de Leiria-Fátima despede-se esta semana da presidência da CEP, após dois mandatos.
Duras críticas à política migratória do atual Governo marcaram a intervenção de abertura da assembleia plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP). O objetivo é eleger o novo presidente da CEP, órgão que representa os bispos portugueses.
O orador foi o presidente em funções, D. José Ornelas, bispo de Leiria-Fátima. A sua intervenção destacou que o aumento do número de migrantes representa um desafio, mas abriu espaço para condenar alterações legislativas recentes no acolhimento dos imigrantes e na lei da nacionalidade.
Ornelas assinalou que regular os fluxos migratórios é necessário, mas sem justificações para processos desumanos, tempos de espera longos e falhas de integração. A fala ocorreu no início da assembleia plenária que, durante esta semana, deverá escolher o seu sucessor na presidência da CEP.
Desdobramentos da assembleia
A sessão, que decorre em Portugal, centra-se na avaliação de políticas migratórias e nas propostas de atuação da CEP para o próximo mandato. O bispo de Leiria-Fátima encerra este capítulo com dois mandatos à frente da CEP, abrindo espaço para o novo líder da instituição.
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