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Ministro da Educação lamenta morte da pedagoga Emília Brederode dos Santos

Ministro da Educação lamenta a morte de Maria Emília Brederode dos Santos, figura incontornável da educação em Portugal e antiga presidente do Conselho Nacional de Educação

Morreu Maria Emília Brederode dos Santos, especialista em Ciências da Educação, aos 84 anos
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  • O ministro da Educação, Fernando Alexandre, manifestou este segunda-feira profundo pesar pela morte da pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, de 84 anos, vítima de doença prolongada, ocorrida no sábado em Lisboa.
  • Maria Emília Brederode dos Santos presidiu o Conselho Nacional de Educação entre 2017 e 2022 e teve uma carreira dedicada à melhoria da educação em Portugal, com atuação no Ministério da Educação e na RTP.
  • Nascida a 21 de março de 1942, em Campo de Ourique, Lisboa, destacou-se como especialista em educação e teve envolvimento na Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura e na presidência do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação.
  • Foi diretora pedagógica do programa Rua Sésamo na RTP e coautora de obras sobre educação para os direitos humanos e de educação mediática, além de ter participado em diversos programas educativos.
  • O Presidente da República descreveu-a como uma mulher associada ao 25 de Abril, comprometida com a liberdade e com a ideia de que a educação é um ato político.

O ministro da Educação expressou neste sábado o profundo pesar pela morte da pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, aos 84 anos, em Lisboa, vítima de doença prolongada. A perda é considerada uma ausência marcante para a educação em Portugal.

Emília Brederode dos Santos presidiu o Conselho Nacional de Educação entre 2017 e 2022 e desenvolveu uma carreira dedicada a iniciativas de melhoria educativa. O ministro, que se encontrava no Porto, destacou a figura como incontornável para o sistema educativo nacional.

Nascida a 21 de março de 1942, em Campo de Ourique, Lisboa, Brederode dos Santos teve um percurso humanista ligado ao Ministério da Educação e à RTP, onde se dedicou a programas educativos. Foi também figura central em várias entidades ligadas à educação.

Ao longo da sua trajetória, ocupou cargos relevantes na Comissão de Honra do Plano Nacional de Leitura e liderou o Instituto de Inovação Educacional entre 1997 e 2002. Destacou-se pela produção de conteúdos educativos para televisão.

Na RTP, desempenhou funções como diretora pedagógica de quatro séries do programa Rua Sésamo e coordenou publicações de educação para os direitos humanos. Foi autora de obras e contributos para a educação mediática.

Antes de exercer funções no Ministério da Educação, colaborou em programas televisivos e radiofónicos como Falar Educação e Cá fora também se Aprende. Em 2016 coproduziu formação e manuais sobre Educação para os Media.

Brederode dos Santos integrou várias organizações ligadas à educação pela arte e ao ensino artístico, tendo sido condecorada com a Ordem da Instrução Pública. Recebeu ainda distinções da Boston University e da Universidade de Genebra.

A sua vida pública foi marcada pela oposição à ditadura, conforme assinalado pelo Presidente da República, que a descreveu como mulher do 25 de Abril, ligada à defesa da liberdade e da educação como acto político.

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