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Governo angolano ordena despejo à Liga Africana que o condecorou em setembro

Governo angolano ordena despejo da Liga Africana, premiada pelo Presidente em setembro, deixando de vez a sede histórica de 1953, Património Histórico-Cultural de Angola

O edifício da Liga Nacional Africana foi inaugurado em 1953
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  • O Governo angolano ordenou o despejo da Liga Africana, a organização que preserva a memória do nacionalismo angolano.
  • A Liga Africana deixará o edifício que foi construído para a sua sede em 1953, espaço que é Património Histórico-Cultural de Angola desde 2017.
  • A decisão apanhou de surpresa a direção e os órgãos da Liga, que não foram informados previamente.
  • Em setembro, o Presidente de Angola, João Lourenço, condecorou membros da Liga com medalhas para comemorar os 50 anos da independência.
  • A ordem de despejo foi assinada pelo próprio Presidente João Lourenço.

A direcção da Liga Africana, instituição dedicada a preservar a memória do nacionalismo angolano, foi surpreendida pela decisão. O despejo foi anunciado pela autoridade competente sem consulta prévia aos responsáveis da organização.

A sede, construída em 1953, tem estado desde 2017 classificada como Património Histórico-Cultural de Angola e a Liga tem reconhecida utilidade pública desde 1996. Mesmo assim, a ordem de despejo foi considerada como consumada pela direção.

Em setembro passado, o Presidente de Angola, João Lourenço, condecorou a Liga com medalhas comemorativas dos 50 anos da independência, pelos serviços prestados à nação. O mesmo chefe de Estado assinou agora o ofício que determina o despejo da organização.

Despejo ordenado pela autoridade governamental

O próximo dia 16 de abril marca a saída definitiva da Liga Africana do edifício sede. Os responsáveis pela instituição afirmam ter sido apanhados de surpresa pela decisão, sem indicação sobre o destino do património ou de eventuais medidas de salvaguarda.

Ainda não foi anunciado o que ocorrerá aos bens da Liga nem qual será o novo arranjo para a continuidade das suas atividades. O processo envolve a interpretação de normas de património e de utilidade pública, bem como decisões administrativas.

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