- Na vila da Muxima, Angola, os bairros “Vaticano” e “Terra Prometida” recebem o Papa Leão XIV a 19 de abril, com moradores a pedir água e energia.
- O bairro “Vaticano”, urbanizado, e o “Terra Prometida”, precário, resultam do realojamento de residentes da área original durante obras de requalificação.
- A designação informal “Vaticano” homenageia a Igreja Católica local, que terá incentivado o Governo a criar a nova vila habitacional; há ainda falta de água e luzn nas duas áreas.
- O Presidente autorizou obras emergenciais de água e eletricidade no valor de 3,56 mil milhões de kwanzas, com a visita do Papa a incluir celebrações no santuário local.
- As obras incluem a construção de uma basílica com capacidade para até quatro mil e seiscentos fiéis, já com avanço de cerca de noventa por cento, e a via de acesso liga a Muxima a Catete, num percurso de setenta e poucos quilômetros.
Na vila da Muxima, Angola, o Papa Leão XIV visita a região no dia 19 de abril, acompanhando o início de uma fase de requalificação local e a expectativa de melhorias nos serviços básicos. Moradores dos bairros informalmente designados como Vaticano e Terra Prometida mostram-se receptivos, mas apontam carências em água e energia.
O Vaticano foi criado no Coxi, a 10 km do Santuário da Muxima, como parte de habitações sociais que acolhem centenas de famílias realojadas durante obras de requalificação. A designação não oficial homenageia a igreja local que incentivou o projeto.
Do outro lado da via, Terra Prometida abriga habitações precárias de cabanas, com casas em construção de chapa e pau-a-pique. Os moradores sonham com a transformação para um novo bairro, enquanto aguardam avanços na disponibilidade de água e eletricidade.
As obras, que já atingem parte da Vila da Muxima, incluem a construção de uma basílica com capacidade para 4.600 fiéis e uma praça para mais de 200 mil peregrinos, estando o progresso estimado em 90%. No local, operários também trabalham na pintura de paredes.
Na zona urbana do Vaticano, a população celebra as residências recebidas, mas reclama falta de água e energia. Moradores destacam que o novo bairro é urbanizado, com instalação policial em funcionamento, mas ainda enfrentam infiltrações e carência de serviços básicos.
A Administração autorizou, recentemente, obras emergenciais de eletricidade e água no valor de 3,56 mil milhões de kwanzas para atender as áreas por onde o Papa vai passar, incluindo Coxi. A intervenção visa assegurar fornecimentos durante o período de celebrações religiosas.
Vários moradores expressam que a visita de Leão XIV deve acelerar a garantia de água e luz. Entre eles, um residente do Vaticano aponta a importância da colaboração entre o Estado e a Igreja para dignificar a população realojada.
Entre os que trabalham na vila, destaca-se o jovem Jorge Rafael, responsável pela pintura das paredes da futura basílica, satisfeitos com o andamento da obra e com o potencial impacto turístico do santuário. O projeto envolve também vendedores informais que atendem a operários com bebidas e refeições rápidas.
Observa-se um cenário de contraste entre áreas urbanizadas e zonas ainda em construção. Agricultores locais e residentes descrevem a reabilitação como oportunidade de desenvolvimento regional, destacando a expectativa de que o Papa traga mensagens de paz e estimule o turismo religioso na região.
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