- A Ordem dos Arquitectos pediu uma reunião à Câmara do Porto para esclarecer a intervenção prevista no Edifício Transparente, manifestando apreensão perante comentários estéticos feitos por responsáveis políticos.
- O presidente do conselho diretivo nacional, Avelino Oliveira, disse que as relações com a Câmara são boas e que é essencial conhecer o andamento do processo.
- Bruno Marques, presidente nacional, e o presidente do Conselho Diretivo Regional Norte solicitaram à Câmara Municipal do Porto o agendamento de reunião para obter esclarecimentos sobre o caso.
- A Ordem afirma acompanhar o processo pela relevância urbana, arquitetónica, paisagística e pública, destacando o impacto na frente marítima do Porto e a ligação ao Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho (POC-CE); pretende apenas acompanhar, sem emitir opinião pré-estabelecida.
- O Edifício Transparente foi construído em 2001, no âmbito da extensão do Parque da Cidade até ao mar, projeto de Solà-Morales; o POC-CE prevê a demolição de parte da estrutura até 2028.
A Ordem dos Arquitectos pediu uma reunião à Câmara Municipal do Porto para conhecer o andamento da intervenção prevista no Edifício Transparente, após a notícia da possível demolição. O pedido foi divulgado pela ordem e envolve o presidente Avelino Oliveira.
A reunião foi solicitada a nível nacional e regional, com o objetivo de esclarecer detalhes sobre o processo, a fim de acompanhar de perto uma obra com impacto urbanístico, paisagístico e público junto à frente marítima do Porto.
Segundo a Ordem, o acompanhamento institucional é essencial devido à relevância da intervenção e aos impactos potenciais no areal costeiro, bem como pela ligação com o Plano da Orla Costeira Caminha-Espinho.
Contorno do processo e posição da Ordem
A liderança da Ordem dos Arquitectos afirma que deve acompanhar o que está previsto no PO C-CE, reconhecendo a presença de comentários públicos sobre a estética do edifício. A instituição pretende apenas observar o processo, sem emitir opiniões pré-definidas.
A presidente do conselho diretivo regional norte e o presidente nacional reforçam a necessidade de esclarecer dúvidas junto da Câmara, pela importância pública da matéria e pelo papel dos arquitetos na preservação de boas práticas urbanas.
Reações e componentes do processo
O presidente do Conselho Diretivo Regional Norte e o presidente nacional destacam a complexidade da matéria, bem como a legitimidade de analisar opções estratégicas para o território, desde que não se baseiem apenas em critérios estéticos.
O responsável pela requalificação do Edifício Transparente, Carlos Prata, criticou posições da Câmara, da Agência Portuguesa do Ambiente e do Ministério do Ambiente, apontando uma postura considerada agressiva na decisão de demolir parte do imóvel.
Contexto histórico e enquadramento técnico
Construído em 2001, o Edifício Transparente integra o prolongamento do Parque da Cidade até ao mar, projeto de Solà-Morales, financiado pelo Polis e integrado no plano Porto 2001 — Capital Europeia da Cultura. OPOC-CE, vigente desde 2021, aponta 46 áreas críticas e determina recuos e proteção da praia Internacional, junto ao edifício, com demolição prevista até 2028.
A Ordem lembra que a frente marítima do Porto é uma peça-chave do património urbano, permanecendo atenta a cada passo do processo de intervenção, mantendo a fiscalização e a comunicação com as entidades competentes.
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