Em Alta futeboldesportoPortugalinternacionaisgoverno

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Mulheres procuram mais amigas e menos maridos à medida que envelhecem

Estudo em Portugal mostra que, com a idade, as mulheres recorrem mais às amigas e menos aos maridos; a solidão aumenta, sobretudo entre grupos vulneráveis

Imagem de contexto do artigo Mulheres procuram mais as amigas e menos os maridos à medida que envelhecem
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo em Portugal, intitulado “A Amizade em Portugal – Como é? O que Mudou?”, auscultou mil pessoas entre 18 e 64 anos e mostra que os portugueses têm, em média, 12 amigos, três deles íntimos, e sentem-se próximos de duas pessoas.
  • Com a idade, 69% dos homens restringem a partilha de problemas à companheira, enquanto apenas 43% das mulheres o fazem, aumentando as partilhas com amigas e família.
  • A análise aponta ainda que, face a 2015, há menos amizades íntimas e mais solidão; os mais jovens e os mais pobres são os que convivem menos com os outros.
  • Entre os grupos que relatam maiores níveis de solidão estão as pessoas LGBT+ (35%), os desempregados (39%), os que vivem sozinhos (33%) e os pobres (43%), em comparação com heterossexuais (21%), com contrato estável (18%) e os mais ricos (13%).
  • A investigação sublinha que as relações de amizade são determinantes para a felicidade e recomenda políticas públicas que promovam espaços de convívio, especialmente com apoio de autarquias, para reduzir obstáculos económicos.

À medida que a idade avança, as mulheres recorrem mais às amigas e menos aos maridos para partilha de problemas, enquanto os homens procuram menos as companheiras e mais as próprias amigas e família para conversas sobre dificuldades. O estudo sobre a amizade realizado em Portugal apresenta estas tendências, com dados recolhidos junto de mil pessoas entre os 18 e os 64 anos.

A análise, chamada A Amizade em Portugal – Como é? O que Mudou?, indica que os portugueses, em média, têm 12 amigos, três dos quais próximos. A maior proximidade se verifica entre as mulheres, que mantêm mais amigas íntimas e discutem questões de família e saúde mental entre elas. Os homens tendem a privilegiar temas de política e desporto.

O estudo, executado por investigadores do ISCTE – Instituto Universitário de Lisboa, revela ainda que a percepção de mudança é marcada desde a pandemia. A investigadora Luísa Lima aponta que os grupos mais pobres reduziram o número de amigos e o convívio, com aumento da solidão. No entanto, a maior parte dos entrevistados não percebeu alterações significativas nos relacionamentos.

A investigação destaca que a qualidade da vida está associada a relações sociais estáveis. A solidão é prevista pela Organização Mundial de Saúde como um problema de saúde pública. O relatório sugere políticas públicas para reduzir barreiras económicas ao convívio, como a criação de espaços públicos de convívio de qualidade, acessíveis sem custos.

A solidão aparece com maior incidência entre grupos específicos: pessoas LGBT+, desempregados e quem vive sozinho, bem como entre os mais precários. Segundo os dados, 33% das pessoas que vivem sozinhas sentem-se isoladas, contra 20% de quem vive com alguém. Entre os mais pobres, a solidão atinge 43%, face a 13% entre os mais ricos.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais