- Morreu a pedagoga Maria Emília Brederode dos Santos, ex-presidente do Conselho Nacional de Educação.
- Nascida em 1942, em Lisboa, licenciou-se em Ciências da Educação em Genebra e fez o mestrado em Análise Social da Educação na Boston University.
- Foi presidente do Conselho Nacional de Educação desde 2017 e, entre 1997 e 2002, liderou o Instituto de Inovação Educacional.
- Foi coordenadora e coautora do currículo de Educação para a Cidadania para a Educação Básica e Secundária (2010-2011).
- Foi reconhecida pela visão humanista da educação e pela sua aptidão para lidar com a diversidade de opiniões, segundo colegas.
Maria Emília Brederode dos Santos, pedagoga e ex-presidente do Conselho Nacional de Educação, faleceu. A notícia foi avançada pelo Expresso e confirmada pelo Público. Nasceu em 1942, em Lisboa, e licenciou-se em Ciências da Educação pelo Institut de Psychologie et des Sciences de l’Education da Universidade de Genebra, onde também lecionou. Fez o mestrado em Análise Social da Educação pela Boston University, nos EUA.
A Câmara de Lisboa recorda-a como uma profissional com uma visão profundamente humanista da educação. Domingos Fernandes, atual presidente do Conselho Nacional de Educação, descreve-a como alguém tolerante à diversidade de opiniões e dedicada a melhorar o sistema educativo ao serviço de crianças e jovens. A última conversa entre ambos ocorreu há semanas, durante a sua doença, segundo confidência do colega.
Carreira
Eleita em 2017 pela Assembleia da República para liderar o Conselho Nacional de Educação, Maria Emília Brederode dos Santos foi também coordenadora e co-autora da proposta de currículo de Educação para a Cidadania (2010-2011). Exerceu a liderança do Instituto de Inovação Educacional do Ministério da Educação entre 1997 e 2002. Representou o MEC na Comissão Nacional para a Educação em matéria de Direitos Humanos (1998-2004).
Reconhecimento
Foi diretora pedagógica do programa televisivo e da revista Rua Sésamo (1987-1997) e colaborou em várias publicações e projetos pedagógicos. Entre as obras destacam-se Avaliação da Escola Superior de Educação pela Arte (1994) e Os Aprendizes de Pigmaleão. Recebeu, em 2004, a Ordem da Instrução Pública — grau de Grande Oficial, além de prémios da Boston University e da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação.
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