- O Grupo VITA tem recebido novas denúncias de abusos sexuais na Igreja, incluindo casos antigos que as vítimas relatam pela primeira vez.
- As denúncias referem-se a agressores já falecidos; não foi divulgado o número de casos.
- O grupo diz que não faz contagem constante de casos, apresentando um relatório semestral com dados atualizados.
- Existem casos recentes que ainda não prescreveram do ponto de vista criminal e que não chegaram ainda às várias estruturas da Igreja.
- O Grupo VITA continua ativo e poderá apresentar um novo plano de atividades após o término do atual, mantendo o foco em acolhimento, apoio e encaminhamento, não apenas nas compensações financeiras.
O Grupo VITA, criado pela Conferência Episcopal Portuguesa para acompanhar abusos sexuais na Igreja Católica, tem recebido novas denúncias. Os casos envolvem agressores já falecidos, com as vítimas a falar pela primeira vez. Não é possível adiantar números.
A informação foi confirmada por Rute Agulhas, coordenadora do Grupo, em Fátima, durante o V Encontro Nacional das Comissões Diocesanas de Proteção de Menores e Adultos Vulneráveis. Ela destacou que há relatos de pessoas a pedir ajuda, sem exigir compensação financeira.
Denúncias e periodicidade de dados
Agulhas explicou que os relatos referem-se a casos antigos, com vítimas a revelarem os acontecimentos agora. A partilha de números não está definida de forma intercalada; os dados são atualizados num relatório semestral.
Casos recentes e proteção das vítimas
A coordenadora sublinhou que existem episódios mais recentes ainda não prescreveram criminalmente e que ainda não chegaram às várias estruturas da Igreja. O objetivo é que as vítimas encontrem apoio psicológico, entre outros recursos.
Colaboração com a comunidade e encaminhamentos
A intervenção do VITA tem passado pela proximidade com escolas, escuteiros e catequistas, reconhecendo que estas redes reúnem adultos que trabalham com crianças e jovens. Em paralelo, o grupo recebe pedidos de ajuda fora do âmbito religioso.
Encaminhamentos e limitações
Casos de violência doméstica ou contextos familiares não enquadram a missão do VITA e são encaminhados para as entidades competentes, consoante a área de residência. Não há aumento desses pedidos, segundo a responsável.
Compensações financeiras e futuro
Quanto aos montantes de compensação (entre 9 mil e 45 mil euros), Agulhas disse não comentar, pois o Grupo VITA não define esses valores. O futuro da estrutura depende de decisão da organização, com possibilidade de novo plano de atividades.
Missão e propósito
O Grupo VITA apresenta-se como entidade autónoma e independente, destinada a acolher, escutar, acompanhar e prevenir a violência sexual contra crianças e adultos vulneráveis no contexto da Igreja Católica. A prioridade é o apoio às vítimas e o encaminhamento adequado.
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