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Fomos à Lua: teorias de encenação persistem desde 1969

Artemis II alimenta teorias de encenação da ida à Lua, embora a NASA forneça provas e metadados que desmentem falsas alegações

Fotografia da Terra vista a bordo da nave espacial Órion
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  • Teorias de conspiração dizem que a ida à Lua foi encenada desde 1969, com a narrativa ressurgindo após a missão Artemis II anunciada a 1 de abril.
  • O início da ideia remonta a Bill Kaysing, que em 1976 publicou um livro alegando fraude na missão Apollo e alegando ter acesso a informações privadas.
  • Em 2019, uma sondagem da YouGov revelou que cerca de um sexto dos britânicos acredita que a ida à Lua foi encenada, com maior propensão entre os mais jovens.
  • Após a Artemis II, surgiram alegações de que imagens seriam geradas por Inteligência Artificial ou filmadas em estúdio com tela verde, mas têm sido robustamente desmentidas por análises e evidências técnicas.
  • A NASA continua a divulgar fotografias autênticas da tripulação, com metadados EXIF que comprovam a integridade das imagens; a expetativa é de que a missão Artemis tenha novo pisar na Lua em 2028.

Foi-se à Lua de novo. A missão Artemis II, a bordo da nave Órion, partiu a 1 de Abril. Quatro astronautas pretendem aproximação maior do que qualquer humano alcançou anteriormente, elevando dúvidas sobre a veracidade das imagens divulgadas pela NASA. Narrativas antigas ressurgem com atualizações tecnológicas.

Desde 1969, quando Neil Armstrong pisou a Lua, circulam teorias de que nada disso ocorreu. Bill Kaysing é apontado como o introdutor dessas ideias, com um livro publicado em 1976 que questiona o custo e a autenticidade das missões Apollo. A história persiste entre alguns segmentos da opinião pública.

Estudos de opinião, como a sondagem YouGov de 2019, indicam que uma parcela da população jovem admite dúvidas sobre a ida à Lua. Assim, as afirmações sobre encenação acompanham mudanças de época e também o ciclo de grandes lançamentos espaciais.

Desconstrução de mitos anteriores

O jornal PÚBLICO já desfez explicações como sombras, falta de estrelas e distorções na Apollo 11, apontando que há explicações técnicas para cada dúvida. Ainda assim, novos conteúdos circulam após cada anúncio da NASA e da Agência Espacial Europeia.

Na era digital, publicações no X com milhões de visualizações sugerem supostos sinais de montagem em tela verde. Existem imagens alteradas ou geradas por IA, mas a comparação com transmissões da NASA revela alterações inconsistentes em elementos como peluches e dedos.

A Novidade não é única: a ideia de gravação em estúdio ganhou impulso com referências a obras como 2001: A Space Odyssey, de Kubrick. Contudo, especialistas destacam a inviabilidade de reproduzir fielmente o ambiente lunar apenas com cenários artificiais.

Verificações técnicas e provas disponíveis

Alguns usuários citam respostas de IA para questionar a autenticidade de fotos. No entanto, a análise de metadados EXIF confirmed as imagens reais, sem indícios de alterações pela IA. A NASA disponibiliza os metadados oficiais para cada ficheiro.

Em 8 de Abril, a NASA partilhou nova fotografia da Via Láctea, feita durante o regresso. Pesquisas de imagem reversa não correspondem a uma fonte única; há semelhanças com imagens antigas, mas não idênticas, e os metadados confirmam a origem.

A explicação técnica para a ausência de estrelas continua a residir na exposição das câmaras e na iluminação solar. O reflexo nos trajes brancos e a iluminação da superfície lunar dificultam ver as estrelas em algumas fotografias.

Perspetivas futuras

A NASA prevê que a missão Artemis terá novas fases, com possibilidade de retorno humano à Lua em 2028. Enquanto isso, as narrativas conspiratórias tendem a reaparecer cada vez que surgem novas imagens ou missões relacionadas ao espaço.

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