- O Fórum Econômico Mundial classificou a desinformação como o segundo maior risco global a curto prazo, no relatório relativo a 2025.
- O Público reuniu dez técnicas comuns de manipulação usadas em desinformação, para identificar narrativas falsas.
- Descontextualização: apresentar conteúdo sem contexto relevante ou com contexto falso, levando a interpretações erradas.
- Polarização: dividir a sociedade em dois grupos opostos para aumentar hostilidade e criar um “nós contra eles”.
- Bode expiatório: atribuir culpa injustificada a indivíduos ou grupos para justificar agressões ou políticas.
O PÚBLICO reuniu dez técnicas de manipulação utilizadas na desinformação, com o objetivo de ajudar o público a reconhecer narrativas falsas assim que surgem. O levantamento apoia-se no aviso do Fórum Económico Mundial sobre o risco global da desinformação e na necessidade de prevenção.
A análise identifica como a desinformação se propaga a partir da apresentação de conteúdo sem contexto, de forma a induzir interpretações erradas. Explica também que, em alguns casos, o contexto é alterado para reforçar a falsidade.
Descontextualização
Conteúdos são apresentados sem informações relevantes, levando a leituras erradas. Em alguns casos, o contexto original é acrescentado de forma enganosa, para reforçar a narrativa.
Polarização
A mensagem divide a sociedade em dois grupos opostos, criando um We versus They. Exemplos citados sugerem antagonismo entre imigrantes ou políticos e o restante da população.
Bode expiatório
Indivíduos ou grupos são responsabilizados por problemas complexos. A tática costuma acompanhar a polarização, promovendo hostilidade contra o grupo escolhido como culpado.
Pista escorregadia
Sugere que uma ação simples pode levar a consequências extremas, dramatizando o tema e pressionando para respostas rápidas.
Fearmongering
Uso de medo para justificar afirmações falsas ou distorcidas. Alarmismo é utilizado para aumentar a credibilidade de narrativas não comprovadas.
Escolha selectiva
Casos pontuais são apresentados como regra geral, para sustentar uma narrativa única. Dados escolhidos podem iludir leitores ou ouvintes.
Manobra de diversão
Desvia a atenção do tema central para assuntos não relacionados, ou usa o queaboutism para responder a críticas com outra questão.
Falso especialista
Indivíduos que se apresentam como especialistas sem qualificação adequada divulgam informações duvidosas, às vezes reforçadas por IA.
Falsa dicotomia
Apresenta apenas duas opções, ocultando outras possibilidades, levando a decisões simplistas.
Espantalho
Transforma o argumento adversário em versão mais fraca para facilitar a contestação, desviando o foco da discussão real.
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