- A Câmara do Porto selou, nesta quinta-feira, o décimo alojamento ilegal identificado este ano no combate à dignidade humana.
- O espaço situava-se numa loja na Rua de Santa Catarina, no centro do Porto, apresentando condições de salubridade muito precárias.
- Desde janeiro, já foram retiradas 125 pessoas destes alojamentos, algumas com rotatividade de ocupantes.
- A ação envolveu várias entidades públicas, incluindo a Polícia Municipal, PSP, Bombeiros e ASAE, com o autarca a prometer rigidez nas fiscalizações.
- Não se sabe para onde foram as pessoas retiradas, mas o presidente da Câmara espera que não retornem a situações semelhantes e reitera o objetivo de erradicar alojamentos que atentem contra a dignidade humana.
Foi selado pela Câmara do Porto mais um alojamento ilegal na zona central da cidade, na rua de Santa Catarina. O espaço funcionava como habitação, sem condições mínimas de habitabilidade, higiene ou dignidade, e foi encerrado nesta quinta-feira.
Este foi o décimo alojamento fiscalizado pela autarquia desde o início do ano, no âmbito de uma operação de combate às irregularidades e de promoção da dignidade humana. Desde janeiro, já foram retiradas 125 pessoas destes alojamentos.
Condições de higiene e sala de estar
A entrada, pela loja de lembranças existente na zona, apresentava-se aparentemente limpa, mas, após descer as escadas, evidenciavam-se condições de salubridade comprometidas. Havia beliches junto à cozinha improvisada, com o fogão colocado sobre caixas de cerveja, e uma arca frigorífica suja.
Lá fora, amontoado de lixo reforçava a falta de higiene. O presidente da Câmara do Porto, Pedro Duarte, explicou que existe rotatividade de ocupantes em alguns casos, tornando difícil indicar o número exato de residentes.
Operação e cooperação institucional
As ações contam com o apoio de várias entidades: Polícia Municipal, PSP, Bombeiros e ASAE, entre outros. Duarte sublinhou que a cooperação entre estas estruturas reforça o rigor na fiscalização sempre que há sinais de sobrelotação ou de atentados à dignidade humana.
Ao todo, as 10 ações resultaram na retirada de 125 pessoas que não recorreram a serviços camarários nem à Segurança Social. Não há confirmação sobre o destino dos residentes, embora o autarca tenha reconhecido a preocupação com a situação.
Impacto na cidade
Duarte afirmou estar indignado com estas situações e reforçou que a cidade não pode tolerar condições que atentem contra a dignidade humana. As selagens ocorrem após o cumprimento de prazos de pré-aviso e notificações legais.
Estas ações mantêm foco na dignidade humana e na segurança habitacional, com monitorização contínua e novas inspeções programadas pela Câmara do Porto.
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