- O projeto do Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda obriga à demolição de seis casas, três das quais habitadas, em Eirol, Aveiro.
- Os proprietários criticam indemnizações consideradas baixas; o caso de Sérgio Martins, 61 anos, que herdou três anexos convertidos em moradias, está entre os afetados.
- As habitações situam-se no traçado do empreendimento e serão demolidas; uma é ocupada pela filha, outra por uma inquilina e a terceira pelo empresário da construção civil.
- Martins afirma ter tentado legalizar a situação há dez anos e reclama uma indemnização de 125 mil euros por tudo; já indicou que pretende recorrer à Justiça.
- As autoridades locais garantem que a obra avança, mantendo o planeamento para a construção do eixo rodoviário.
Após-estar em Aveiro, o projeto do Eixo Rodoviário Aveiro-Águeda obriga à demolição de seis casas, três das quais já habitadas. A obra está inserida no traçado da nova variante rodoviária e envolve proprietários locais cuja habitação fica no caminho do empreendimento.
Sérgio Martins, de 61 anos, herdou três anexos que foram convertidos em habitações no lugar de Carcavelos, Eirol. Uma das casas acolhe a filha com o neto, outra está arrendada e na terceira vive um empresário da construção civil, que regressou a Portugal há dois anos e meio. Todas as casas estão previstas para ser demolidas.
Os proprietários criticam as indemnizações, consideradas insuficientes para compensar a perda de património e de rendimentos. A faixa de terreno em causa foi integrada no traçado da futura via, que, segundo o município, visa melhorar a mobilidade e a acessibilidade na região.
Indemnizações e reação dos moradores
Sérgio Martins afirma que tem tentado legalizar as estruturas há uma década, sem sucesso, e aponta para uma proposta de indemnização de 125 mil euros para as seis casas. O empresário diz que o valor não cobre o impacto financeiro da demolição.
O município assegura que a obra avança e que as indemnizações foram definidas dentro de parâmetros legais, em conformidade com as avaliações técnicas disponíveis. A autarquia sublinha ainda que o objetivo é melhorar a circulação e a conectividade regional.
Os moradores pretendem recorrer às vias legais para contestar as decisões de despejo e as parcelas de compensação. A defesa pode exigir revisões de avaliação e de cronogramas, conforme avançam as diligências judiciais.
A demolição das habitações levanta ainda dúvidas sobre o real aproveitamento da via e o impacto no rendimento de moradores locais. As autoridades reiteram que a obra é prioritária para a mobilidade regional.
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