- No período de 2022 a 2025 registaram-se 42 mortes por afogamento, com 9 em 2002, 8 em 2023, 20 em 2024 e 5 no ano passado.
- A média quinzenal de afogamentos em Portugal (2019–2024) é de 4,96, e o período da Páscoa fica acima desta média.
- A FPNS alerta que a maioria das praias ainda não está vigiada e que há uma perceção reduzida de risco fora da época balnear.
- Muitas vítimas estavam em contexto de lazer, junto à água ou na orla costeira, sem intenção de entrar na água.
- A federação defende vigência de assistência a banhistas ao longo de todo o ano, com um modelo de vigilância contínua, para reduzir o número de vítimas.
Entre 2022 e 2025, o número de afogamentos registados em Portugal durante o período da Páscoa totalizou 42 mortes, segundo a Federação Portuguesa de Nadadores Salvadores (FPNS). A organização destaca que os números refletem um risco acentuado nesta época do ano, mesmo antes do pico turístico de verão.
Para 2022, registaram-se 9 casos; em 2023 houve 8; em 2024 o total subiu para 20; e em 2025 houve 5 ocorrências até ao momento. A FPNS assinala que a média quinzenal de afogamentos (2019-2024) fica nos 4,96 casos, o que eleva a Páscoa acima da média nacional.
A instituição alerta que a maioria das praias não está vigiada e que muitos cidadãos subestimam o risco fora da época balnear. Muitas vítimas estavam a passear junto à água ou em zonas costeiras sem intenção de entrar de facto na água, reforça a FPNS.
Neste contexto, a FPNS defende a continuidade da vigilância ao longo do ano. A organização lembra que o risco de afogamento não se limita ao verão, com ocorrências significativas associadas à Páscoa. A implementação de um modelo de vigilância contínua, adaptado a cada local, é apresentada como medida-chave para reduzir vítimas no futuro.
A federação afirma ainda que a proteção deverá considerar recursos humanos bem preparados, sinalização adequada e ações de educação cívica para banhistas, turistas e residentes. A expectativa é que governos locais valorizem planos permanentes de segurança costeira, semelhantes aos usados noutros países.
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