- A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, avisou que recorrerá às vias judiciais se a APDL avançar com a expansão do Porto de Leixões sem salvaguardar impactos no território.
- A autarca afirma que a avaliação de impacto ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente abrange apenas o terminal de contentores norte, em Leça da Palmeira, não o Plano Estratégico de 2025-2035.
- Luísa Salgueiro defende que o projeto deve ter uma avaliação de impacto ambiental e estratégica global e exige estudos alternativos.
- A Câmara apresentou uma proposta para que a Assembleia Municipal acompanhe o parecer negativo ao projeto, aprovado pela maioria.
- Votaram contra o PSD, Chega, CDU e Livre; CDS e IL abstiveram‑se.
A presidente da Câmara de Matosinhos, Luísa Salgueiro, alertou que vai recorrer às vias judiciais caso a APDL avance com a expansão do Porto de Leixões sem considerar os impactos no território. A declaração ocorreu nesta segunda-feira.
A dirigente socialista explicou que a avaliação de impacto ambiental da APA, divulgada recentemente, incide apenas sobre o terminal de contentores norte, em Leça da Palmeira, e não sobre o Plano Estratégico do Porto de Leixões para 2025-2035 na sua totalidade. Ela defende uma análise mais ampla.
Salgueiro sublinha que a avaliação ambiental não aborda aspetos estratégicos relevantes para o território. Assim, solicita estudos alternativos e uma apresentação de mais de uma solução, para justificar a opção com menor impacto.
Na reunião da Assembleia Municipal, a autarquia aprovou uma proposta para acompanhar o parecer negativo do município ao projeto da APDL. A decisão foi tomada por maioria.
Votaram contra PSD, Chega, CDU e Livre, com abstenções de CDS e IL. Os partidos que deram estas posições argumentam que o processo exige mais informações antes de avançar.
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