- Sarah Mullally tornou-se a primeira mulher a liderar a Igreja de Inglaterra, ao tornar-se arcebispa de Canterbury, em 25 de março de 2026.
- A cerimónia, celebrada na Solenidade da Anunciação, contou com a presença do príncipe William, da princesa Catarina e do primeiro-ministro Keir Starmer.
- Mullally tem 63 anos e já tinha assumido oficialmente o cargo em janeiro; é dento de uma carreira que incluiu ser bispa de Londres e, anteriormente, enfermeira oncológica.
- A Igreja de Inglaterra permanece dividida sobre a liderança de mulheres, além de questões de sexualidade e de proteção, com críticas de grupos anglicanos conservadores.
- A cerimónia reflectiu a dimensão global da Comunhão Anglicana, que deverá abranger entre 85 e 100 milhões de membros, com orações em várias línguas.
Sarah Mullally tornou-se na primeira mulher a liderar a Igreja de Inglaterra, ascendendo ao cargo de Arcebispo de Cantuária em 25 de março de 2026. A tomada de posse ocorreu numa cerimónia da Solenidade da Anunciação, em Canterbury, com as presenças destacadas do príncipe William, da princesa Catarina e do primeiro-ministro Keir Starmer. O ato marca um marco histórico para a instituição religiosa, que continua a enfrentar debates internos sobre liderança feminina, sexualidade e proteção de menores.
A cerimónia destacou a continuidade da Igreja, bem como a adaptação a novos tempos. Mullally, de 63 anos, lidera uma igreja com entre 85 e 100 milhões de membros na Comunhão Anglicana mundial. A nomeação ocorre num momento marcado por divisões internas sobre questões de género e pela necessidade de responder a falhas em proteção de menores.
Mullally nasceu em Woking, em 1962, e foi enfermeira oncológica antes de ingressar no ministério. Aos 37 anos tornou-se a mais jovem directora de enfermagem de Inglaterra. Mais tarde, foi nomeada bispa de Londres, em 2018, e a sua tomada de posse reflecte a dimensão global da Igreja, com orações em várias línguas e representantes de toda a comunidade anglicana.
Contexto
A escolha de Mullally surge num contexto de mudanças e de desafios para a Igreja de Inglaterra. A instituição procura consolidar liderança feminina enquanto encara críticas de grupos conservadores e pressões para fortalecer políticas de proteção. A comunidade anglicana mundial observa o desfecho destas reformas na via de Cantuária.
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