- A tempestade deixou cidades como Pombal e Figueira da Foz à espera de apoios, com pessoas idosas a enfrentar prejuízos e burocracia na obtenção de ajuda estatal.
- Em Casal Velho, Pombal, Alzira Louro, de 76 anos, ficou sem parte do telhado e da garagem, esperando candidatar-se às ajudas com base em fotografias e documentação.
- Em Alto dos Crespos, Pombal, Jorge Calvarino viu telhado, galinhas, ovelhas e telheiros destruídos; estima perdas superiores a 30 mil euros.
- O município de Pombal reportou danos acima de 32 milhões de euros em património municipal; mais de cinco mil habitações foram afetadas e houve mais de 1.800 candidaturas para ajudas, com demora devido a questões documentais.
- Em Figueira da Foz, Madalena Adão teve o telhado da antiga universidade e o recheio do apartamento danificados; danos totalizam cerca de seis milhões de euros, com 341 candidaturas já validadas, mas sem resposta até ao momento.
- O Guiense, clube desportivo em Guia, Pombal, regista prejuízos de quase 50 mil euros e a paralisação de atividades de cerca de 160 atletas, com críticas à burocracia do processo de apoio.
Na sequência de tempestades que devastaram o país, populações de Pombal e da Figueira da Foz enfrentam a falta de apoios até à confirmação de candidaturas. Em Casal Velho, Pombal, a idosa Alzira Louro ficou sem parte do telhado e de uma garagem, vivendo isolada e dependente de vizinhos. A incerteza sobre o acesso a apoios persiste.
A autarquia de Pombal aponta danos avultados: mais de 32 milhões de euros em património municipal e, em habitações, milhares de casos. O presidente da câmara, Pedro Pimpão, admite que o processo depende de documentação completa nas candidaturas, o que pode atrasar o apoio financeiro.
Na Figueira da Foz, Madalena Adão viu o telhado de uma antiga universidade ruir sobre o seu apartamento. O município já validou 341 candidaturas de apoio à reconstrução, mas ainda não há respostas para muitos agregados familiares. O valor total estimado ascende a 6 milhões de euros.
Dano humano e financeiro
Em Alto dos Crespos, Pombal, Jorge Calvarino perdeu parte do telhado e granjeou prejuízos significativos com aves e telheiros, estimando necessidade de pelo menos 30 mil euros para reconstrução. O morador descreve um impacto profundo na vida quotidiana e no bem-estar.
O impacto social inclui ainda danos a uma associação desportiva local, o Guiense, com prejuízos perto dos 50 mil euros. O presidente Carlos Duarte destaca um muro instável e seis holofotes danificados, interrompendo atividades de cerca de 160 atletas. O processo de candidaturas é visto como excessivamente burocrático.
Entre na conversa da comunidade