Na sequência de tempestades que devastaram o país, populações de Pombal e da Figueira da Foz enfrentam a falta de apoios até à confirmação de candidaturas. Em Casal Velho, Pombal, a idosa Alzira Louro ficou sem parte do telhado e de uma garagem, vivendo isolada e dependente de vizinhos. A incerteza sobre o acesso a apoios persiste.
A autarquia de Pombal aponta danos avultados: mais de 32 milhões de euros em património municipal e, em habitações, milhares de casos. O presidente da câmara, Pedro Pimpão, admite que o processo depende de documentação completa nas candidaturas, o que pode atrasar o apoio financeiro.
Na Figueira da Foz, Madalena Adão viu o telhado de uma antiga universidade ruir sobre o seu apartamento. O município já validou 341 candidaturas de apoio à reconstrução, mas ainda não há respostas para muitos agregados familiares. O valor total estimado ascende a 6 milhões de euros.
Dano humano e financeiro
Em Alto dos Crespos, Pombal, Jorge Calvarino perdeu parte do telhado e granjeou prejuízos significativos com aves e telheiros, estimando necessidade de pelo menos 30 mil euros para reconstrução. O morador descreve um impacto profundo na vida quotidiana e no bem-estar.
O impacto social inclui ainda danos a uma associação desportiva local, o Guiense, com prejuízos perto dos 50 mil euros. O presidente Carlos Duarte destaca um muro instável e seis holofotes danificados, interrompendo atividades de cerca de 160 atletas. O processo de candidaturas é visto como excessivamente burocrático.
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