- Milhares de estudantes do ensino superior de todo o país estarão hoje em Lisboa para uma Manifestação Nacional do Estudante, Dia Nacional do Estudante, com início às 14h30 no Rossio e regresso à Assembleia da República.
- Reivindicam a gratuitidade do ensino superior, mais alojamento e melhores condições de estudo, incluindo o cumprimento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES).
- O protesto envolve mais de quarenta estruturas do Movimento Associativo Estudantil, com a participação de associações, núcleos e outras entidades, à exceção da Federação Académica do Porto.
- O movimento também contestará o novo modelo de atribuição de bolsas, defendendo que as bolsas sejam mais acessíveis e cubram efetivamente os custos de estudar.
- Estudantes da Cidade Universitária de Lisboa vão sair às 14h00 para se juntarem à marcha no Rossio.
Milhares de estudantes do ensino superior de todo o país devem concentrar-se hoje em Lisboa para uma manifestação nacional. O protesto, a favor da gratuitidade do ensino, de maior alojamento e de melhores condições para estudar, decorre na tarde de terça-feira, Dia Nacional do Estudante, a partir do Rossio.
As organizações abrangem mais de 40 estruturas do Movimento Associativo Estudantil (MAE), entre associações de estudantes, académicas, núcleos, grupos, tunas e comissões de residentes. A AEFLUL, da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, coordenou parte das ações.
Segundo David Talete, membro da direção da AEFLUL, estão de forma inclusiva todos os grupos excepto a Federação Académica do Porto. O protesto começa após o almoço, com a marcha a caminho da Assembleia da República.
Contexto das reivindicações
Os estudantes reivindicam a gratuitidade do ensino superior, o cumprimento do Plano Nacional para o Alojamento no Ensino Superior (PNAES) e alterações ao regime de bolsas. O objetivo é tornar o apoio mais abrangente e eficaz.
A reforma da Ação Social, apresentada no final do ano passado pelo Ministério da Educação, introduz novas regras de acesso a residências estudantis e aos apoios aos alojados. O argumento é que o sistema atual é pouco progressivo e não cobre adequadamente as despesas.
No último ano letivo, o Estado entrou com 84.215 bolsas de ação social, das quais mais de 70% foram atribuídas com o valor mínimo. A mobilização visa ajustes para ampliar o leque de beneficiários e aumentar os montantes.
A concentração está marcada para as 14:30 no Rossio, com a marcha direcionada para a Assembleia da Republica. Os alunos das faculdades da Cidade Universitária em Lisboa devem sair às 14:00, em antecedência.
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