Os estudantes voltaram às ruas de Lisboa para exigir melhores condições de acesso ao ensino superior e rejeitar as propinas atuais. A marcha começou no Rossio e seguiu até à Assembleia da República, com centenas de participantes.
A reivindicação central incluiu alojamento acessível, redução de propinas e fortalecimento da ação social estudantil. O porta-voz da Associação de Estudantes da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da NOVA falou à Lusa sobre o impacto desproporcionado nos estudantes mais pobres.
O movimento reuniu mais de 50 estruturas do MAE de todo o país, incluindo associações, grupos académicos, tunas e comissões de residentes. O objetivo foi chamar a atenção para a queda de entradas no ensino superior.
Posição do Governo
O ministro da Educação afirmou que a redução das propinas seria regresiva e lançaria o peso do ensino superior sobre a sociedade. Disse que a propina deve ajustar-se à inflação, mas não confirmou uma atualização concreta neste momento.
Quanto às residências, o ministro garantiu que haverá um aumento superior a 14 mil camas no próximo ano letivo, para responder às reivindicações existentes.
Contexto
A manifestação insere-se numa série de mobilizações anteriores contra o incremento proposto das propinas, cuja votação no Parlamento esteve em discussão. O governo enfatiza que o texto em análise não foi ainda aprovado.
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