- O cofundador do movimento StopIdadismo, José Carreira, afirma que o idadismo afeta tanto idosos como jovens e é a terceira forma de discriminação mais frequente, depois de racismo e sexismo.
- O combate ao idadismo passa por atividades intergeracionais, políticas e legislação específicas, e educação, conforme a Organização Mundial da Saúde.
- A declaração foi feita numa mesa-redonda na final do Concurso Regional Idadismo Zero 2025, promovido pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Centro.
- Apesar dos avanços, José Carreira diz que as políticas públicas ainda não estão suficientemente direcionadas, embora haja sinais de progressos, como a inclusão da palavra “idadismo” nos dicionários em torno de três anos.
- O concurso distingue o projeto “Pontos de Idade”, de alunas do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, que pretende promover diálogo entre gerações via podcast.
O idadismo é visto como a terceira forma de discriminação mais comum, depois do racismo e do sexismo, afetando tanto idosos como jovens. O tema recebeu destaque numa mesa-redonda em Coimbra, ligada à final da primeira edição do Concurso Regional Idadismo Zero 2025.
José Carreira, cofundador do movimento #StopIdadismo, destacou que o combate envolve atividades intergeracionais, políticas públicas e educação. O impacto do preconceito etário é sublinhado pela OMS, com três pilares para enfrentar o fenómeno.
A prova de que a temática passa a ter maior visibilidade ocorreu com a presença de autoridades e especialistas na final do concurso, promovido pela CCDR Centro. O evento contou com um júri formado por José Carreira, a locutora Maria Petronilho e a empresária Silvia Pelham.
Pilares para enfrentar o idadismo
De acordo com Carreira, a educação e políticas públicas são centrais, devendo incluir ações com significado e regularidade entre gerações. A OMS é citada como referência para fundamentar as estratégias, incluindo a inserção do termo nos dicionários da língua portuguesa.
Participaram no evento Maria Petronilho, que defendeu a necessidade de discutir o idadismo nas redes e nos media, e Silvia Pelham, que ressaltou a importância da intergeracionalidade para transmissão de saberes. O vice-presidente da CCDR Centro, Licínio Oliveira de Carvalho, reforçou a prevalência do preconceito entre jovens e idosos.
O concurso atribuiu o primeiro lugar ao projeto Pontos de Idade, apresentado por Grazyelle de Melo e Diana Ferreira, do Instituto Superior de Ciências da Informação e da Administração, com orientação de Bruno Soares. O projeto prevê diálogo entre gerações via podcast.
Objetivos e próximos passos
A CCDR Centro pretende reconhecer e reproduzir no território ideias que promovam respeito pela população idosa e assegurem vida plena e significativa para todos, independentemente da idade. O objetivo é ampliar ações que reduzam o idadismo na sociedade.
Entre na conversa da comunidade