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Federação Académica de Lisboa condena Chega por Futurália e panfletos

FAL condena o Chega pela atuação na Futurália e pela distribuição de panfletos discriminatórios, alertando para risco à autonomia académica e ao ambiente seguro

O director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL) criticou a posição do Chega, o que fez com que Rita Matias se deslocasse à faculdade para lhe tentar entregar uma resposta
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  • A Federação Académica de Lisboa (FAL) condenou a atuação do Chega na Futurália, por difundir mensagens racistas e anti-imigração no stand do partido.
  • O stand exibia imagens do líder André Ventura com armas, além de cenários sobre natalidade de imigrantes e mensagens como “Isto não é mesmo o Bangladesh (mas parece)”.
  • O director da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), Hermenegildo Fernandes, criticou veementemente a ação do Chega, chamando-a de prejudicial ao ambiente educativo.
  • A deputada Rita Matias do Chega publicou um vídeo a deslocar-se à FLUL para contestar a posição do director e tentar reunião, gerando nova contestação entre académicos e universidades.
  • A FAL disse que a distribuição de materiais de cariz político e linguagem crítica ao espaço académico pode configurar pressão sobre a autonomia universitária, defendendo a preservação de espaços seguros, plurais e livres.

A Federação Académica de Lisboa (FAL) condenou a atuação do Chega na Futurália, feira de educação e formação que decorreu até sábado em Lisboa. Alegam que o stand do partido difundiu mensagens racistas e anti-imigração, desajustadas ao caráter educativo do evento. A critica chegou a ser partilhada por vários investigadores e docentes.

O stand do Chega exibiu imagens do líder André Ventura com armas, um mapa de Portugal com dados sobre nascimentos de filhos de imigrantes e mensagens acusatórias. A divulgação ocorreu durante a Futurália, evento que reúne estudantes de ensino básico, secundário e superior.

O diretor da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa (FLUL), Hermenegildo Fernandes, criticou publicamente a posição do Chega. Em comunicado dirigido à comunidade, afirmou que a ação não pode ser encarada como normal, por promover conteúdos ofensivos e uma retórica de exclusão.

Rita Matias, deputada do Chega, publicou um vídeo a deslocar-se à FLUL para contestar a posição do diretor e tentar reunir-se com ele. A Federação Académica de Lisboa reporta ainda distribuição de materiais políticos com expressões desrespeitosas e referências a uma alegada substituição populacional.

Reações e contexto

A FAL considerou preocupante qualquer pressão sobre uma instituição específica como resposta à autonomia académica, defendendo que a universidade não pode tornar-se um espaço de intimidação. O presidente da FAL afirmou que a universidade deve manter-se livre, plural e segura.

A Federação reiterou a condenação da atuação do Chega, tanto no contexto da Futurália como nas ações subsequentes, sublinhando a proteção de espaços académicos como ambientes abertos e informados. O caso também motivou críticas de investigadores universitários.

Outras entidades de ensino já tinham manifestado desagrado com conteúdos do Chega no decorrer da semana anterior. A Organização do evento apartou-se de declarações oficiais, enquanto a Fundação AIP, que gere a Futurália, não respondeu ao pedido de comentário.

Investigações académicas destacaram que o conteúdo exibido no stand ultrapassa o debate político e aproxima-se de retórica associada a grupos inteiros como ameaça. A Fenprof também criticou a participação, qualificando o discurso de ódio como incompatível com um espaço educativo.

A AAC de Coimbra já tinha decidido, no mês anterior, excluir o Chega de eventos ou iniciativas estudantis, por considerar incompatível o discurso xenófobo com os princípios da associação. A situação atual reforça a posição de que o espaço académico deve preservar a diversidade e o respeito.

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