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Barnabé, pombo de estimação, vive livre e rejeita prisões

Pombo de estimação livre, Barnabé escolhe casa em vez de gaiola, vive entre quartos e jardins e desafia estigmas sobre a espécie

Hugo com o pombo de estimação Barnabé
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  • Barnabé é um pombo de estimação que vive livre e costuma regressar a casa ao fim do dia, mesmo com um pombal vizinho por perto.
  • Foi recolhido por Mónica e Hugo ainda com poucas semanas, com a ideia de o alimentar e ajudar a voar, para depois seguir a vida na natureza.
  • Ao abrir a janela para o pombo voltar à natureza, ele desapareceu, regressou no dia seguinte e passou a manter uma vida entre casa e exterior.
  • Hoje, quase aos três anos, dorme numa antiga cama de gato, come sementes variadas pela manhã e passa as tardes a voar, explorar o jardim e conviver com outras espécies.
  • Mónica defende que pombos não são inerentemente perigosos, insiste que não se deve prender animais e afirma que, se saudável, não representam mais risco que outras aves; aceita a possibilidade de o pombo não regressar.

Barnabé, um pombo de estimação, não vive numa gaiola: a janela está sempre aberta e a casa é o seu refúgio. O objetivo inicial era apenas dar alimento e abrigo até ganhar forças para voar, mas o que começou como cuidado tornou-se uma relação familiar.

A história começa há anos, quando Barnabé ainda era um filhote. Mónica e Hugo, criadores no meio rural, acolheram-no com o plano de soltá-lo após alguns meses. O tempo mostrou outra inclinação: o pombo escolheu ficar.

Quando a janela foi finalmente aberta para regressar à natureza, Barnabé desapareceu. No dia seguinte, regressou ao fim da tarde, e a alegria de Mónica foi evidente: o laço ficou mais forte e a casa ganhou mais um residente.

Hoje, quase com três anos, Barnabé mantém uma vida dupla: dorme numa antiga cama de gato que transformou no ninho, aprecia sementes variadas ao pequeno-almoço e explora o jardim à hora de tarde. Há também espaço para companhia com rolas no exterior.

No interior, o pombo convive com as cadelas da casa e procura atenção com um comportamento semelhante a um ronronar. De vez em quando, impõe a sua presença, ocupando território com tranquilidade.

Segundo Mónica, Barnabé reage com calma aos cocós diários, ajustando-se ao facto de ser uma ave que permanece isolada. A higiene é simples: o espaço é limpo e desinfetado com regularidade, mantendo a logística simples.

Há quem veja os pombos como transmissores de doenças, mas Mónica discorda e defende que um pombo saudável não representa riscos maiores do que outras aves de criação. O foco fica na higiene e no cuidado diario.

Barnabé continua a dividir os dias entre o conforto de casa e o céu aberto. Caso um dia não regresse, Mónica mantém a sua posição: não concorda com animais presos e aceita a decisão do pombo, com serenidade.

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