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Entre Truffaut e Godard, qual escola de cinema escolher?

Debate entre Truffaut e Godard ganha nova via em ciclo da Cinemateca Portuguesa, reacendendo o confronto entre cinema de autor popular e radical

François Truffaut vai ter, no Porto e em Lisboa, um ciclo dedicado à sua obra
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  • A Cinemateca Portuguesa promove o ciclo Ao Sol da Nouvelle Vague dedicado a François Truffaut, com uma retrospetiva integral da sua obra.
  • O ciclo cruza o Porto (Cinema Trindade) e Lisboa (Nimas), reintroduzindo títulos que atraíam públicos a salas como o Londres, em Lisboa.
  • O objetivo é debater o confronto entre Truffaut e Godard, apresentados como duas figuras que personificam ideias opostas de cinema, com enfoque no Truffaut.
  • Dois programadores acompanham a iniciativa: Luís Miguel Oliveira, da Cinemateca Portuguesa, e Francisco Valente, curador do MoMA em Nova Iorque.
  • No Escuro, o podcast do Público, aborda o tema com episódios semanais a Fridays, apresentado por Alexandra Prado Coelho e Vasco Câmara.

A programação portuguesa volta a destacar François Truffaut, numa rerevisitação integral da sua obra pela Cinemateca Portuguesa. O ciclo, intitulado Ao Sol da Nouvelle Vague, traz de novo ao público uma seleção que já moveu espectadores há 20 anos, entre Porto e Lisboa. Desta vez, a reedição inclui quase toda a filmografia, com exceção de dois títulos ainda em negociação de direitos.

O projeto, que se estende desde o Cinema Trindade do Porto ao Nimas em Lisboa, propõe uma leitura da carreira de Truffaut, desde o surgimento na Nouvelle Vague até ao reconhecimento como cineasta popular. A retrospetiva confronta também a relação entre Truffaut e o contemporâneo Jean-Luc Godard, visto por muitos como uma dicotomia entre conservador e radical.

Programadores envolvidos

Luís Miguel Oliveira, da Cinemateca Portuguesa, e Francisco Valente, curador do MoMA, estão à frente da seleção e da apresentação do ciclo. Oliveira foca-se na receção de O Acossado no conjunto da obra de Godard, enquanto Valente aposta numa reavaliação histórica de Truffaut, mantendo-se, ainda, fiel aos títulos que marcaram o período.

Desdobramentos e formatos

O ciclo inclui apresentações presenciais em salas portuguesas e sessões com debate, complementadas por conteúdos publicados na imprensa cultural. Além da exibição, há uma intenção de aproximar o público da fase inicial da Nouvelle Vague e de discutir a evolução do cinema de autor ao longo dos anos.

Contexto editorial

Este projeto integra-se numa oferta mais vasta de filmes clássicos, reforçando o papel das instituições nacionais na preservação e divulgação da memória cinematográfica. A iniciativa é acompanhada pela divulgação de conteúdos paralelos, com podcasts e textos que ajudam a situar Truffaut e Godard no debate contemporâneo.

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