- Tyra Banks processa a Netflix por difamação relacionada com o documentário sobre o programa America’s Next Top Model, lançado em fevereiro passado.
- A apresentadora alega que as suas declarações foram editadas para criar uma narrativa falsa e pede indemnização adequada aos danos.
- Os advogados de Banks afirmam que ela participou na entrevista de três horas e meia com total liberdade, mas apenas 16 minutos foram utilizados nos três episódios.
- A queixa aponta que trechos foram editados para explorar o trauma de uma concorrente, sugerindo que Banks permitiu abuso sexual sem recordar o ocorrido, o que é contestado pela defesa.
- Nem as concorrentes nem a Netflix comentaram o processo até ao momento.
Tyra Banks processa a Netflix por difamação relacionada com o documentário sobre America’s Next Top Model. A apresentadora contesta a forma como as suas declarações foram editadas e afirma que o filme revela uma narrativa enganosa sobre o concurso de moda dos anos 2000.
Segundo os documentos legais, entregues no sábado, 13 de Junho, Banks pretende que o caso siga para julgamento. Pede uma indemnização adequada aos prejuízos sofridos desde a estreia da série documental em Fevereiro.
A equipa jurídica afirma que a apresentadora participou no inquérito com a convicção de oferecer uma visão transparente sobre o legado do programa. A defesa sustenta que não houve limitação de tópicos e que a entrevista durou cerca de três horas e meia.
Detalhes do processo
A ação sustenta que apenas 16 minutos das declarações de Banks foram exibidos nos três episódios. Os advogados asseguram que os excertos foram editados para sustentar uma narrativa difamatória e prejudicar a reputação da apresentadora.
A queixa descreve que o documentário pode ter impactos reputacionais e ter causado perdas de oportunidades de trabalho nos meses recentes. A jurista de Banks reforça que as escolhas de edição distorceram fatos apresentados ao público.
Caso envolvendo Shandi Sullivan
A queixa refere um episódio da segunda temporada em Itália, onde uma concorrente afirma ter sido vítima de uma agressão sexual durante as filmagens. A situação é apresentada no documentário como uma traição, o que a defesa de Banks contesta como uma leitura incorreta.
Banks afirma que a edição dos seus comentários sobre o caso pode sugerir que allowed a concorrente sofreu abuso apenas para aumentar a audiência, argumento que contesta como falso. A promotora do processo alega dano à reputação e impacto profissional recente.
Contexto e reação
As concorrentes que participaram no documentário ainda não se pronunciaram, e a Netflix não comentou publicamente as notícias. Banks tornou-se conhecida como apresentadora de ANTM entre 2003 e 2015, tendo apresentado 22 temporadas.
O programa acabou por reduzir a popularidade do formato e enfrentou críticas por promover padrões de beleza restritivos e, em alguns momentos, por acentuar questões de bem-estar entre modelos.
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