- O presidente do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), Luís Chaby Vaz, pediu às autarquias que criem condições para exibir cinema português e chegar aos espectadores com calendários mais alargados.
- Defendeu uma interacção mais profunda com as autarquias e uma ligação maior entre os Ministérios da Educação e da Cultura, para uma oferta de cinema mais integrada em rede.
- O debate aconteceu na 11.ª edição dos Encontros de Cinema Português, em Lisboa, onde foi sublinhado o papel das redes municipais de espaços culturais para ampliar a oferta.
- O relatório de um grupo de trabalho já recomendado envolver auditórios municipais da Rede de Teatros e Cineteatros Portugueses (RTCP) e reforçar a programação regular, especialmente onde há menor oferta, com meta de exibir cinema em todos os concelhos até 2027.
- Dados do ICA, até abril deste ano, indicam que estrearam-se quinze filmes portugueses, representando 11 por cento do total; houve 50.564 espectadores (1,4 por cento da audiência) e cerca de 242.600 euros de receita de bilheteira.
O presidente do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA), Luís Chaby Vaz, pediu uma atuação mais estreita com as autarquias para promover o cinema português. O objetivo é criar calendários de exibição mais amplos e diversificados.
Durante o debate na 11.ª edição dos Encontros de Cinema Português, em Lisboa, pediu uma interacção mais profunda com as autarquias para que haja mais espaço para filmes nacionais. A ideia passa pela colaboração entre educação, cultura e cinema.
O responsável admite um trabalho em rede em curso e revela estar a rever procedimentos internos do ICA, alinhados com o plano estratégico 2024-2028. O foco é fazer chegar o cinema às pessoas, com mais compreensão da produção nacional.
Desafios de distribuição e metas
O relatório de um grupo de trabalho aponta assimetrias na exibição: cinco capitais de distrito sem programação regular. Defende-se que os auditórios municipais da RTCP disponibilizem mais cinema, especialmente onde há menor oferta.
Também propõe-se chegar a todos os concelhos até 2027, como meta ambiciosa para ampliar o acesso. O grupo alerta para a necessidade de mediar cinema com maior regularidade.
No estudo recente do ICA, até abril, estrearam-se 15 filmes portugueses, 11% do total. O conteúdo nacional somou 50.564 entradas (1,4%) e 242.600 euros de receita, nos mesmos dados.
Perspetivas e reacções
O produtor Paulo Branco lamentou o menor esforço para inserir o cinema nas escolas, comparando com Espanha e França. Procuram-se maior envolvimento municipal e da comunicação social para valorizar a produção nacional.
Participaram ainda Manuel Damásio, Susana Barbato, Luís Urbano e Rui Miranda, encerrando a edição com mais de 40 projetos de cinema em várias fases de produção. A expectativa é de estreias nos próximos meses e em 2027.
A NOS Audiovisuais apresentou o estudo de mercado sobre hábitos de consumo de cinema em Portugal. A sondagem online, entre 300 pessoas, revelou que 41% não viram filme português no último ano e 26% viram apenas um a dois filmes.
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