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Fjord, de Cristian Mungiu, vence a Palma de Ouro em Cannes 2026

Palma de Ouro para Fjord, de Cristian Mungiu, um estudo sobre o fosso entre valores progressistas e tradicionais numa família romena em Noruega

Tilda Swinton, à esquerda, posa com Renate Reinsve, Cristian Mungiu, galardoado com a Palma de Ouro por «Fjord», e Sebastian Stan durante a cerimónia de entrega de prémios.
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  • Palma de Ouro de Cannes 2026 atribuído a Fjord, de Cristian Mungiu, que acompanha uma família evangélica romena numa localidade norueguesa junto a um fiorde.
  • Minotaur, de Andrey Zvyagintsev, ganhou o Grande Prémio; o realizador dirigiu uma mensagem política a Vladimir Putin, pedindo o fim da carnificina na Ucrânia.
  • Prémios de Melhor Realização foram atribuídos a La Bola Negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, e a Fatherland, de Pawel Pawlikowski.
  • O júri foi presidido pelo realizador sul-coreano Park Chan-wook; a competição contou com 19 longas e houve homenagem a Mahmoud Darwish, feita por Xavier Dolan.
  • As tendências de 2026 em Cannes destacam cinema de autor e temas como guerra, exílio e conflitos políticos, com uma presença menos marcada de blockbusters e mais foco em histórias internacionais.

A 79.ª edição do Festival de Cinema de Cannes encerrou no sábado, na Riviera Francesa, com a revelação dos vencedores. A Palma de Ouro foi atribuída a Fjord, de Cristian Mungiu, sucedendo A Simple Accident, de Jafar Panahi, galardoado em 2025. O filme acompanha uma família evangélica romena em uma localidade norueguesa junto a um fiorde.

Fjord é descrito como um estudo sobre o fosso entre valores progressistas e tradicionais, centrado na família Gheorghiu e na comunidade onde se instala. Mihai, interpretado por Sebastian Stan, é engenheiro romeno que vive com Lisbet, uma norueguesa, e trabalha como programador numa comunidade religiosa.

No conjunto de prémios paralelos, o Grande Prémio foi para Minotaur, de Andrey Zvyagintsev. O realizador russo destacou-se ainda com um discurso político em que pediu ao presidente Vladimir Putin que ponha fim à invasão da Ucrânia. O filme aborda tensões familiares e sociais num contexto conturbado.

O Prémio de Melhor Realização foi atribuído a La Bola Negra, de Javier Ambrossi e Javier Calvo, e a Fatherland, de Pawel Pawlikowski. Pawlikowski sublinhou, em lembrança das dificuldades do cinema sob circunstâncias políticas, a importância de espaço de liberdade para a arte.

Antes da cerimónia de entrega, Xavier Dolan prestou tributo ao escritor Mahmoud Darwish, citando versos que celebram a vida e a resistência. O júri da competição principal foi presidido pelo sul-coreano Park Chan-wook, integrando 19 longas em competição.

A edição de 2026 enfatizou cinema de autor e temas de guerra, exílio e deslocação, com menor presença de blockbusters. Os filmes exploram identidade, luto e os impactos psicológicos da violência, mantendo uma projeção mais internacional e ligada à História.

Entre os dados do festival, destacam-se as aberturas de secções com nomes emergentes ao lado de vozes consagradas, e a presença de Hollywood com menos peso no conjunto de estreias. Jane Schoenbrun abriu a secção Un Certain Regard com Teenage Sex and Death at Camp Miasma.

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