- A curta portuguesa “Algumas coisas que acontecem ao lado de um rio”, de Daniel Soares, candida-se à Palma de Ouro em Cannes.
- O filme será exibido nesta sexta-feira, às 11 horas, na Sala Debussy, durante a edição atual do festival.
- A produção é uma coprodução entre Portugal (O Som e a Fúria, Kid with a Bike) e França (Vif Productions).
- Em Cannes, os júris premiaram outras categorias, mas não houve prémios para o cinema português nas competições citadas.
- Daniel Soares já participou em 2024 em Cannes, recebendo uma Menção Honrosa, e já havia vencido em 2009 com Arena nas mãos de John Boorman.
O cinema português voltou a fazer parte do Cannes, com Daniel Soares a apresentar a curta-metragem Alguma coisas que acontecem ao lado de um rio. O filme terá exibição na sexta-feira, às 11h, na Sala Debussy, no âmbito da seleção oficial. A obra acompanha um grupo de adolescentes que flutuam rio abaixo, simulando morte para as redes sociais, e uma deriva inesperada de um deles.
Entre os palcos do festival, os júris anunciaram vencedores nas competições paralelas. Na Cinef, dedicada a filmes de escola, o prémio foi para Laser-Cat, de Lucas Acher, da Universidade de Nova Iorque. Na Competição Imersiva, Katàbasis, de Ugo Arsac, ganhou o prémio principal, com Lúcido, de Vier, a ser exibido nesse setor.
Daniel Soares já participou em Cannes em 2024, retirando uma Menção Honrosa pelo filme Bad for a Moment. Agora, regressa com Alguma coisas que acontecem ao lado de um rio, uma coprodução entre Portugal, com O Som e a Fúria e Kid with a Bike, e França, com a Vif Productions. O objetivo do realizador é chegar à Palma de Ouro na curta-metragem.
Antes de partir para Cannes, Soares foi contactado pela nossa redação. A turma dele tinha a perspetiva de possibilidade de seleção, apesar da incerteza. O diretor descreveu o caminho como menos ingênuo do que no primeiro contacto com o festival.
Soares revelou ainda que o filme foi concebido para permitir várias leituras. A gestão da imagem do repetido consumo de conteúdos digitais no quotidiano aparece como eixo central, espelhando a desconexão entre momento presente e redes sociais. O rio, na narrativa, representa esse fluxo constante na vida dos jovens.
Sobre o futuro, o cineasta confirmou que está a trabalhar na primeira longa-metragem. O projeto, já em desenvolvimento há três anos, recebeu apoio a obras-primas e esteve numa residência em San Sebastián. A produção deverá ser uma coprodução luso-francesa, com planeamento de estreia para o próximo ano.
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