- O filme “Aqui”, de Tiago Guedes, recebeu forte ovação em Cannes e é apontado como candidato à Palma de Ouro.
- A obra, baseada na Trilogia de Jesus de J. M. Coetzee, foi apresentada com o próprio ganhador do Nobel da Literatura presente, J. M. Coetzee.
- “Aqui” acompanha a história de um homem que chega a um centro de emigração após salvar uma criança e explora temas sobre o nosso lugar no mundo e a relação com a vida e a morte.
- Tiago Guedes explicou que o principal desafio foi filmar a palavra e a filosofia dos livros sem perder a sua essência, mantendo a secura dos diálogos e evitando tecnicismos desnecessários.
- O diretor afirmou que o filme marca um salto criativo na sua carreira, e Coetzee mostrou-se emocionado ao final da projeção, trocando um forte abraço com Guedes. A estreia em Portugal está marcada para 3 de dezembro.
O filme Aqui, de Tiago Guedes, foi apresentado em Cannes, recebendo enorme ovação do público. O cineasta esteve no festival acompanhado de J.M. Coetzee, laureado com o Prémio Nobel da Literatura.
Baseado na Trilogia de Jesus de Coetzee, o filme parte de uma história de um homem que chega a um centro de emigração após salvar uma criança. A obra explora identidade, vida, morte e relação com o outro.
Guedes descreve o projeto como um desafio de manter a essência literária da palavra. A cinematografia foca na secura dos diálogos e evita dramatizações excessivas, mantendo a matéria sob uma lente não emocional.
Para o realizador, Aqui representa um salto criativo dentro de uma carreira já diversa. O processo, diz, ensina e cada projeto tem uma dinâmica diferente, mantendo o olhar autoral.
O regresso de Guedes a Cannes marca uma retomada após Restos do Vento, quatro anos. O cineasta admite que o festival é um palco importante para mostrar o trabalho e aproximar-se da comunidade da indústria.
Na sessão, Guedes assistiu ao lado dos principais atores, do produtor Paulo Branco e de Coetzee. O ambiente foi intenso, com receção inicialmente tensa, que se acalmou durante o visionamento.
As primeiras palavras de Coetzee ao diretor, segundo Guedes, foram de emoção ao final da projeção, seguido de um abraço. O realizador ficou satisfeito por perceber que o autor não tinha ficado com a ideia do filme estragada.
Entre na conversa da comunidade