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Cineastas no exílio marcam a competição de Cannes

Quase um terço dos filmes a concurso em Cannes é produzido fora do país do realizador, evidenciando dependência de coproduções e exílio criativo

Iraniano Asghar Farhadi, na imagem ao lado de Isabelle Huppert
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  • Tipicamente, quase um terço dos filmes a concurso pela Palma de Ouro de Cannes são produzidos e filmados fora do país do realizador.
  • As razões incluem exílios involuntários, convites de produtores estrangeiros e coproduções que usam meios locais de vários países.
  • Exemplos citados incluem Ryusuke Hamaguchi a filmar em França com Virginie Efira, e Radu Jude, convidado por um produtor francês para “Diário de uma Criada de Quarto”.
  • Outros cineastas mencionados são Cristian Mungiu, que filmou integralmente em Noruega, e Asghar Farhadi, que continua a trabalhar no Ocidente.
  • O texto aborda ainda o papel de financiamentos franceses e a presença de cineastas que vivem fora do seu país, num cenário de exílio criativo e de produção internacional.

Os cineastas em exílio marcaram a competição de Cannes, com quase um terço dos filmes a concurso produzidos fora do país de origem do realizador. A observação aponta para uma tendência ligada a motivos diversos, desde expulsões involuntárias até convites de produtores de outros países.

As coproduções entre várias nações também influenciam o panorama, exigindo o recurso a meios locais e, por vezes, deslocando as filmagens para territórios mencionados. O fenómeno carrega uma memória histórica de estratégias de financiamento e distribuição.

Motivações e contexto

Entre os fatores destacam-se exílios forçados, convites de produtores estrangeiros e a necessidade de financiamento comum. A prática ecoa na chamada “pudim europeu”, termo histórico para descrever filmes com equipas internacionais para assegurar verbas.

Casos representativos

Ryusuke Hamaguchi, japonês, foi convidado por um produtor francês para filmar em França, com Virginie Efira entre as protagonistas. O romeno Radu Jude teve uma obra filmada na Roménia, mas apresentada na Quinzena de Cineastas após convite francês.

Cristian Mungiu, outro romeno, filmou integralmente em Noruega, no projeto Fjord, onde a família romena vive no país nórdico. Asghar Farhadi acompanhou trajetórias europeias após o filme francês Histórias Paralelas e continua a explorar a sua filmografia fora do Irão.

Laszlo Nemes, húngaro, está há anos em Paris e lançou Moulin, inspirado em Jean Moulin, figura histórica francesa. A alemã Valeska Grisebach assinou The Dreamed Adventure em território búlgaro, enquanto a produção é polaca.

Pawel Pawlikowski encaminha Fatherland, centrado na nacionalidade, com filmagens na Polónia embora envolva o Azerbaijão. O projeto aborda o regresso à Alemanha de Thomas Mann após o exílio nos EUA.

Perspetivas futuras

O cinema atravessa caminhos que misturam território, financiamento e identidade. Andrei Zviagintsev, russo, prepara Minotaur, num cenário de exílio e impossibilidade de filmar na Rússia. O conjunto de escolhas evidência uma época de mobilidade criativa e geografias múltiplas.

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