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Moita Flores defende que temos de ser polícias, não torcionários

No ano mítico de 1969, o romance de Moita Flores expõe um Portugal fascista com dois primeiros-ministros e uma investigação policial em curso

Francisco Moita Flores
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  • Francisco Moita Flores lança o romance policial Sangue e Silêncio no Poço dos Negros, pela Casa das Letras, que aborda o ano de 1969 em Portugal e a ideia de dois primeiros-ministros num regime fascista.
  • A narrativa envolve o esfaqueamento do contínuo da PIDE conhecido como ‘Quincas’ e acompanha a investigação da brigada de homicídios da Polícia Judiciária chefiada por Simão Rosmaninho, sem revelar o que será descoberto.
  • O livro insere o ambiente da época, com referências a moda, cinema e música, incluindo a estreia de 2001: Uma Odisseia no Espaço e o regresso de Armstrong à Lua.
  • O ano é situado na Primavera Marcelista, quando a ditadura permite o regresso a Lisboa de Mário Soares e do bispo António Ferreira Gomes, situação que contrasta com episódios de repressão.
  • Entre outros acontecimentos do ano, destaca-se o assassinato de Eduardo Mondlane pela polícia política, que o romance também aborda como parte do retrato histórico.

O escritor Francisco Moita Flores lança um romance policial que acompanha o ano mítico de 1969 em Portugal. Sem revelar o desenrolar da investigação, o livro coloca a brigada de homicídios da Polícia Judiciária, chefiada por Simão Rosmaninho, a lidar com o caso de um contínuo da PIDE conhecido pela alcunha de Quincas. A narrativa insere-se num contexto histórico de repressão, sem ignorar a fasquia de suspense típica da obra.

O enredo insere-se na Lisboa da época, quando a ditadura ainda controlava vários setores do Estado. O romance afirma explorar o absurdo de existir, no suposto ano de 1969, a ideia de dois primeiros-ministros num Portugal sob regime fascista. O autor cruza factos históricos com a ficção policial, para questionar, a partir da ficção, a complexidade do poder.

Contexto e referências

A obra recuua referências à cultura e aos acontecimentos de 1969, como a moda das minissaias e as calças boca de sino, além de lançamentos culturais importantes da época. O livro situa ainda episódios marcantes, como o regresso simbólico de figuras políticas e religiosas a Lisboa, num cenário marcado pela repressão policial. A narrativa mantém o foco na investigação da agressão ao contínuo da PIDE, sem antecipar desfechos.

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