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Escritores estrangeiros abandonam Grasset em ruptura com viragem à direita

Autores estrangeiros abandonam Grasset num boicote que se amplia, com 600 profissionais do cinema a recear a expansão do império de Bolloré

Vincent Bolloré fotografado em Paris em 2018
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  • Escritores estrangeiros abandonam a editora Grasset após o despedimento de Olivier Nora, em 14 de abril, e a sua substituição por Jean-Christophe Thiery.
  • O boicote já ultrapassa fronteiras e envolve nomes de renome internacional, como Ali Smith e Han Kang.
  • A Grasset é uma chancela do grupo Hachette Livre, controlado por Vincent Bolloré, dono do império mediático Vivendi.
  • Nos bastidores culturais, Bolloré tem promovido nos últimos anos um projeto ideológico de orientação de direita, através de diversas empresas do seu grupo.
  • No cinema, cerca de seis centenas de profissionais temem a expansão do “império” cultural associado a essa visão, que recebe críticas pela suposta influência política.

O movimento de boicote à editora Grasset, detida por Vincent Bolloré, ganhou escala internacional após o despedimento do editor Olivier Nora a 14 de abril. A substituição por Jean-Christophe Thiery intensificou as fissuras num grupo literário já marcado por contornos ideológicos à direita.

Autores estrangeiros que já aderiram ao protesto incluem Ali Smith e Han Kang, juntando-se ao recuo coletivo contra o rumo editorial da chancela. O ato assume contornos históricos no mundo da edição francesa, refletindo tensões entre gestão empresarial e posicionamento político.

Grasset integra o grupo Hachette Livre, do qual Bolloré é principal acionista através do conglomerado Vivendi. Nos últimos dez anos, o empresário tem promovido um projeto cultural de orientação conservadora no sector.

O boicote ultrapassou fronteiras e envolve também personalidades de diversas áreas, gerando descontentamento entre leitores e criadores que questionam a direção editorial da editora. O movimento ganha dimensão internacional com apoio de nomes estrangeiros.

Impacto no cinema

Entre profissionais da indústria cinematográfica, cerca de 600 pessoas temem a expansão do império cultural associado a Bolloré, visto como parte de um projeto ideológico de direita. O temor é de perda de independência criativa em áreas literária e audiovisual.

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