- O filme belga “A dança das raposas”, de Valery Carnoy, chega às salas de cinema esta quinta-feira.
- Foi apresentado na Quinzena de Cineastas de Cannes em 2025 e é a primeira longa-metragem do jovem realizador.
- A história acompanha um jovem aspirante a pugilista que, após ser salvo por um colega de um acidente, regressa ao ringue com uma dor inexplicável que pode pôr em causa o seu sonho.
- As raposas do título funcionam como símbolo da ligação com a natureza e da intersecção entre o espaço do colégio interno desportivo e a floresta.
- A obra destaca a presença de Samuel Kircher, a linha entre amizade e amor, e a promessa de um autor com futuro no cinema.
O filme belga A dança das raposas chegou às salas de cinema nesta quinta-feira, apresentando-se como uma surpresa para o circuito. É a primeira longa-metragem do jovem realizador Valery Carnoy, vencedor de reconhecimento internacional.
A produção foi apresentada na Quinzena de Cineastas de Cannes em 2025. A obra mistura amizade, amor nascente e superação, em torno de um jovem aspirante a pugilista num colégio interno desportivo.
A narrativa acompanha a recuperação de um jovem após um acidente quase fatal, salvo por um colega durante uma saída ao exterior. Ao regressar aos ringues, surgem dores não explicadas que colocam em causa o sonho de vencer.
Sobre o realizador
Valery Carnoy dirige sem recorrer a uma biografia estritamente autobiográfica, ainda que tenha vivido um trauma aos 15 anos que o influenciou. A dor do protagonista é apresentada como uma metáfora para as adversidades enfrentadas.
A obra destaca a presença de Samuel Kircher e o seu papel central na relação entre amizade e o primeiro amor. A dicotomia entre o espaço restrito do colégio e a floresta que o rodeia reforça a visão do cineasta para o futuro.
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