- A realizadora Teona Strugar Mitevska descreve o filme Teresa – A Madre de Calcutá como um retrato “punk rock” de uma pessoa real, não de um ícone da santidade.
- Noomi Rapace interpreta Madre Teresa, que estreia nas salas nesta quinta-feira.
- O filme foca-se numa semana da vida da freira, que aos 37 anos abandona o convento para fundar a sua própria ordem, para poder dar ordens sem ser contrariada por homens.
- A cineasta descreve Madre Teresa como uma rebelde, quase uma general a conduzir um exército de mulheres, vendo os pobres como alavanca para a religião católica.
- Teona Strugar Mitevska utilizou material da sua pesquisa, incluindo entrevistas às irmãs das Missionárias da Caridade, sugerindo haver algum fundamento na narrativa.
A realizadora macedónia Teona Strugar Mitevska descreveu o seu filme Teresa – A Madre de Calcutá como uma obra de punk rock, apresentada como uma visão ambiciosa e humana de uma pessoa real. A cineasta afirma que não busca retratar a santidade, mas sim uma figura rebelde.
Noomi Rapace interpreta Madre Teresa, numa história que se concentra numa semana decisiva da freira, aos 37 anos, que abandona o convento para fundar a sua própria ordem. O objetivo, segundo a realizadora, é mostrar uma liderança marcante, com mulheres a orientar um “exército” feminino.
A película utiliza material de investigação já existente, incluindo entrevistas às Missionárias da Caridade, a ordem fundada por Madre Teresa. A produção baseia-se em entrevistas da época e em fontes de arquivo para sustentar a narrativa, mantendo o foco na figura de uma freira que desafia estruturas institucionais.
Contexto e receção crítica
Críticos destacam que o filme não idealiza Madre Teresa, apresentando uma personagem com traços de rebeldia. A estreia está marcada para esta quinta-feira em salas de cinema, com a atuação de Noomi Rapace a ser amplamente discutida nas primeiras projeções.
Perspetiva da realizadora
Strugar Mitevska afirma ter procurado retratar uma figura real, não um ícone, explorando o lado humano e imperfeito. A cineasta já tinha produzido um documentário anterior sobre a mesma figura histórica, usando esse material de pesquisa para fundamentar a narrativa de ficção.
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