- Mais de mil estrelas e criativos, entre eles Joaquin Phoenix, Emma Thompson e Javier Bardem, assinaram uma carta aberta contra a fusão da Paramount Skydance com a Warner Bros. Discovery.
- A aquisição, avaliada em 111 mil milhões de dólares, ainda depende da aprovação dos acionistas e dos reguladores públicos.
- Críticos alertam que a operação reduziria o número de grandes estúdios de cinema nos EUA, com potenciais impactos na qualidade e no emprego.
- A Paramount afirmou que a fusão fortalece a criatividade, comprometendo-se a produzir pelo menos 30 longas‑metragens de qualidade por ano e a manter marcas icónicas com liderança criativa independente.
- O procurador‑geral da Califórnia, Rob Bonta, e outros colegas ponderam ação judicial para bloquear o negócio, com apoio de outras jurisdições.
A fusão entre Paramount Skydance e Warner Bros. Discovery continua a ser alvo de contestação pública por parte de mais de mil profissionais da indústria do cinema e da televisão. A documentação em carta aberta insta a suspensão do negócio, que envolve cerca de 111 mil milhões de dólares, até que haja garantias de concorrência e diversidade criativa.
Joaquin Phoenix, Emma Thompson, Javier Bardem e outros nomes de peso assinam o manifesto, junto de cineastas e criativos como Jane Fonda, Denis Villeneuve, David Fincher e Mark Ruffalo. O grupo alerta para riscos para empregos, produção independente e variedade de conteúdos, caso a fusão se concretize.
A aquisição foi anunciada no final de fevereiro, após a Netflix ter retirado a sua proposta. O acordo envolve dois dos maiores estúdios de Hollywood, o que pode reduzir o número de grandes estúdios nos EUA para quatro e afetar a qualidade de cinema.
A carta argumenta que a concentração atual já prejudica a indústria, reduzindo oportunidades para criadores, aumentando custos e limitando a liberdade de escolhas do público. O documento defende uma regulação rigorosa para preservar a integridade do setor.
Em resposta, a Paramount divulgou comunicado enfatizando a importância de manter a criatividade e de investir na arte de contar histórias. A empresa afirma que a fusão pode ampliar produção, apoiar talentos em várias fases das carreiras e fortalecer a concorrência de forma global.
O negócio ainda depende da aprovação dos acionistas e de autoridades regulatórias. A carta aberta conclui pedindo escrutínio público adicional e apoio de estados, incluindo ações judiciais que possam bloquear o acordo.
Subtítulo
Quem assina a contestação
A lista de signatários inclui protagonistas, realizadores e produtores reconhecidos internacionalmente, reforçando a defesa de um ecossistema criativo diverso. O objetivo é manter o cinema e a televisão com acesso a múltiplos parceiros e estilos narrativos.
Subtítulo
Impacto regulatório
Especialistas apontam que reguladores poderão exigir concessões ou até bloquear a fusão, para evitar redução de concorrência. O caso continua em análise, com decisão prevista para os próximos meses.
Entre na conversa da comunidade