- Lisboa 5L regressa entre 5 e 10 de maio, na Biblioteca Palácio Galveias, com o tema “Casa” e a curadoria de Pedro Mexia.
- O convidado internacional é Geoff Dyer, e há uma homenagem a António Lobo Antunes, falecido em março de 2026, com duas sessões de homenagem que envolvem Maria Rueff.
- O programa inclui debates sobre língua, literatura e tradução, uma residência Lisboa-Maputo e encontros com autores como Gonçalo M. Tavares, Valério Romão e Bruno Vieira Amaral.
- No cinema, são exibidos O Joelho de Claire, O pântano e Violência e Paixão, com sessões entre 8 e 10 de maio no cinema Nimas.
- Há ainda três concertos no jardim da Galveias (Samuel Úria, Milhanas e Hot Clube de Portugal), atividades para escolas e família, e a Feira do Livro 5L.
O Festival 5L regressa a Lisboa entre 5 e 10 de Maio, com curadoria de Pedro Mexia. O convidado estrangeiro é Geoff Dyer, autor de Yoga para Pessoas que não Estão para Fazer Yoga. A edição homenageia António Lobo Antunes, falecido em Março.
O Lisboa 5L realiza-se na Biblioteca Palácio Galveias, sob o tema Casa. O programa oferece conversas, concertos, cinema, artes visuais e atividades para públicos diversos. A Câmara Municipal de Lisboa promove o evento.
A abertura coincide com o Dia Mundial da Língua Portuguesa, em 5 de Maio, com concursos e prémios literários promovidos pelo Camões Instituto, pelo PNL e pela UCCLA. A programação cita ainda a homenagem a Lobo Antunes.
Geoff Dyer integra o conjunto literário, com obras premiadas pela crítica. A organização destaca duas sessões de homenagem a António Lobo Antunes, com textos adaptados por Rui Cardoso Martins e interpretados por Maria Rueff.
O festival inclui uma conversa entre Rui Cardoso Martins e Maria Rueff sobre a experiência de trabalhar com o escritor homenageado. Pedro Mexia explicou o formato aos jornalistas durante a apresentação.
Entre debates sobre língua, literatura, tradução e cultura, o 5L recebe uma residência Lisboa-Maputo, reunindo autores de Portugal e Moçambique. Participam escritores como Gonçalo M. Tavares, Miguel Manso e Luís Quintais.
Gonçalo M. Tavares falará sobre a ideia de casa em várias geografias, não apenas em Portugal. O livro mais recente, O Fim dos Estados Unidos da América, é citado como referência para o tema da edição.
Valério Romão e Bruno Vieira Amaral compõem a mesa Lisboa vista de fora e de dentro, explorando diferentes representações da cidade. A conversa conta com a mediação do curador Pedro Mexia.
Haverá também uma mesa sobre tradução com Ana Cláudia Santos e Daniel Jonas, e outra sobre o regresso a casa com Dulce Maria Cardoso e Luísa Costa Gomes. O foco é memória e identidade.
Francisco José Viegas e Carlos Vaz Marques conversam sobre as colecções de viagens da Quetzal e da Tinta-da-China, respetivamente. Uma mesa de poesia, A poesia na cave, traz Luís Quintais e Miguel Manso.
A parceria com editores é destacada numa conversa entre Zeferino Coelho e Maria da Piedade Ferreira, sobre a edição de livros ao longo das décadas em Portugal. O debate aborda mudanças no setor editorial.
Ao todo, o festival reúne cerca de 20 autores em três dias de encontros e conversas, com predominância de participação portuguesa. O cinema reserva três sessões no Nimas.
As sessões de cinema incluem O Joelho de Claire, de Eric Rohmer, La Ciénaga, de Lucrecia Martel, e Gruppo di famiglia in un interno, de Luchino Visconti. As exibições acompanham debates e apresentações.
Entre 8 e 10 de Maio, o jardim da Galveias acolhe três concertos com Samuel Úria, Milhanas e Hot Clube de Portugal, integrando o projeto Jagoda Sings and Swings. Também há programação para públicos escolares.
As Jornadas Profissionais debatem o papel das bibliotecas públicas, com foco no acesso e na dinamização cultural. A Feira do Livro 5L, com dez livrarias, acontece no mesmo espaço.
Carlos Moedas, presidente da Câmara, sublinhou a vocação de acolhimento cultural e a ligação entre língua, literatura, livros, livrarias e leitura como pontes, não como fronteiras. O evento é municipal e colaborativo com várias entidades.
O Lisboa 5L foi criado em 2020 e realizou a primeira edição presencial em 2021, desenhando-se como festival itinerante pela cidade. A edição atual mantém o foco em diálogo, diversidade e internacionalidade.
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