- A psicóloga Ana Pereira diz que as histórias em reality show funcionam como espelho da vida pessoal e que o público tende a tomar partido dos protagonistas.
- Os programas criam uma reflexão social, com o público identificando-se com emoções, conflitos e situações apresentadas na TV.
- Essa identificação emocional fortalece a ligação entre o público e o programa, ajudando as pessoas a lidar com questões internas.
- Os reality shows podem ter impacto positivo ao favorecer a reflexão sobre a própria vida, mas também podem distorcer a perceção da realidade.
- A especialista recomenda uma postura crítica e consciente, lembrando que o conteúdo é ficcional ou semi-ficcional, muitas vezes dramatizado para efeito narrativo.
A psicóloga Ana Pereira afirma que as histórias de reality show funcionam como um espelho da vida pessoal, e que o público tende a tomar partido. A observação é feita no âmbito da terceira parte da Investigação CM, emitida pela CMTV a 1 de abril de 2026.
Segundo a especialista, os formatos televisivos criam um espelho social onde as pessoas se identificam com as emoções, conflitos e situações apresentadas pelos participantes. Essa identificação molda a percepção da realidade.
Para Ana Pereira, essa ligação emocional reforça o envolvimento com o programa, já que os espectadores apoiam ou criticam os protagonistas conforme o desenrolar dos acontecimentos.
Apesar do potencial positivo, a psicóloga alerta para a distorção da realidade que pode surgir. A narrativa dramática pode influenciar perceções sociais e individuais de forma não fiel.
A especialista recomenda uma postura crítica, lembrando que o conteúdo é construído e, por vezes, exagerado para efeito dramático. A leitura cuidadosa ajuda a evitar interpretações erradas.
Impacto emocional dos reality shows
A pesquisadora destaca que a identificação com personagens pode servir como ferramenta de autorreflexão, influenciando debates entre espectadores sobre comportamentos e emoções.
Riscos e cuidados na visualização
Ana Pereira sublinha a necessidade de distinguir entre ficção e realidade, evitando que a dramatização determine julgamentos sobre pessoas ou situações reais.
Sobre a autora
A psicóloga é especialista em psicologia social e media, com experiência em comunicação e comportamento humano.
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