- O filme Entroncamento, de Pedro Cabeleira, estreou no Festival de Cannes e chega às salas de cinema na quinta-feira, 26.
- Venceu os prémios de Melhor Realizador e Ator Revelação (Henrique Barbosa) no festival Caminhos do Cinema Português, e foi nomeado para Melhor Filme nessa edição.
- Está também nomeado para Melhor Filme na Competição Oficial do Leffest 2025.
- A obra, escrita pelo realizador com Diogo S. Figueira, aborda gangsters dos subúrbios e cruza várias comunidades, incluindo a cigana, com dificuldades económicas e ostracismo social.
- O orçamento foi de 400 mil euros; o realizador realça que os prémios ajudam a manter apoios e a atrair público, assegurando representatividade, especialmente de atores de etnia cigana.
O filme Entroncamento, de Pedro Cabeleira, chega às salas nacionais nesta quinta-feira, 26. A obra estreia no circuito comercial português, já tendo passado pelo Festival de Cannes, onde foi premiada como Melhor Realizador e conferiu ao ator Henrique Barbosa o título de Revelação. No Caminhos do Cinema Português, recebeu ainda a distinção de Melhor Filme, entre outras nomeações. A produção está a cargo da casa de cinema independente que apostou numa visão de gangsters dos subúrbios.
A história cruzou comunidades diversas, incluindo atores de etnia cigana, que Cabeleira quis manter no elenco para dar visibilidade a um grupo pouco representado. O realizador escreveu o argumento em parceria com Diogo S. Figueira, tendo concebido a ideia durante a filmagem de um videoclipe de gangsta rap. O filme apresenta realidades económicas e o ostracismo social de parte da população portuguesa.
Entroncamento foi rodado com um orçamento de 400 mil euros, valor que o realizador diz representar a metade do que costuma ser investido no cinema nacional. Os prémios conquistados, segundo ele, são importantes para assegurar futuras oportunidades de financiamento e para atrair públicos às salas.
Representatividade e visão política
O elenco mistura atores profissionais e amadores, com Ana Vilaça no papel principal. Pedro Cabeleira reforça a representatividade ao insistir na participação de atores de etnia cigana, defendendo que a presença dessa comunidade era essencial para a autenticidade do retrato.
O filme também é descrito como uma leitura atual do contexto social e económico de uma parcela da população portuguesa, mantendo o tom de ficção policial sem recorrer a exibições de posturas ou julgamentos. A produção reforça o objetivo de informar com precisão sobre realidades locais, sem sensacionalismo.
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