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Erro de programação dos inibidores prolonga greve na prisão de Vale de Judeus

Greve na prisão de Vale de Judeus é prolongada até final de agosto por falha de programação dos inibidores de sinal

Cadeia de Vale de Judeus
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  • O Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP) prolongou a greve na prisão de Vale de Judeus até ao final de agosto.
  • Motivo principal: erro de programação dos inibidores de sinal destinados a bloquear telemóveis e drones, o que impede a entrada em funcionamento dos equipamentos.
  • A paralisação mantém-se devido à falta de condições de segurança desde a fuga de cinco reclusos, em setembro de 2024, que foram recapturados.
  • O sindicato aponta evoluções: iluminação concluída e limpeza de mata ao redor da cadeia; é necessário reprogramar o equipamento, lançar concurso para duas torres de segurança e colocar novas redes nos pátios.
  • A greve implica que os presos fiquem sem atividades e 22 horas encerrados nas celas; a redução de horários facilita o controlo por menos guardas.

O Sindicato Nacional da Guarda Prisional (SNGP) decidiu prolongar a greve na prisão de Vale de Judeus até ao final de agosto. A extensão mantém-se desde o início da paralisação, a 10 de março, e visa assegurar condições de segurança para os agentes. A coordenação aponta um problema técnico ligado aos inibidores de sinal.

Segundo a direção do SNGP, o atraso decorre de um erro de programação dos aparelhos destinados a bloquear telemóveis e drones. O obstáculo técnico impede a entrada em funcionamento dos dispositivos, justificando a continuação da greve enquanto não é resolvido. A estrutura afirma ainda que a falta de segurança persiste desde uma fuga ocorrida em setembro de 2024, já com cinco reclusos recapturados.

No balanço apresentado, o SNGP indica que já foi concluída a iluminação e a limpeza da mata à volta da cadeia. Entre as ações em curso, contam-se a reprogramação dos inibidores de sinal, o lançamento de concurso para a construção de duas torres de segurança e a colocação de redes novas nos pátios. Estas medidas são consideradas cruciais para melhorar o controlo.

A greve implica que os presos fiquem sem atividades como escola e trabalho, permanecendo 22 horas em celas. O sindicato sustenta que a redução de horários e o desfasamento nas idas ao pátio facilitam o comando com um núcleo de guardas menor, garantindo a operacionalidade da cadeia na atual conjuntura.

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