- Dezentas de pessoas acorreram à zona proibida de Sete Lagoas, Cabril, no Parque Nacional Peneda do Gerês, durante este fim de semana.
- No sábado e domingo foram resgatadas duas pessoas: uma mulher espanhola, grávida, acompanhada por um grupo de 18 pessoas, e neste domingo uma jovem de 19 anos.
- O comandante dos Bombeiros de Salto questionou a capacidade de evacuação rápida em locais estreitos e criticou o que chamou de vazio de Estado no parque.
- A presidente da Câmara de Montalegre defende a aplicação de multas por incumprimento das regras e apela a fiscalização mais próxima, junto das cinco autarquias da região, ao ICNF e à GNR.
- A direção do ICNF não respondeu de imediato ao pedido de reação da Lusa.
O comandante dos Bombeiros de Salto, em Montalegre, denunciou a presença de dezenas de pessoas na zona de Sete Lagoas, Cabril, no Parque Nacional Peneda do Gerês (PNPG). O alerta surge após dois resgates efetuados no fim de semana, em áreas proibidas de circulação.
No sábado e no domingo foram resgatadas duas pessoas que caíram na zona das Sete Lagoas, apesar do estado de alerta e da circulação proibida. O primeiro caso envolveu uma mulher espanhola grávida, acompanhada por um grupo de 18 pessoas, incluindo idosos e crianças. No domingo ocorreu o segundo resgate, envolvendo uma jovem de 19 anos.
O comandante dos Bombeiros aponta para um vazio de atuação do Estado no PNPG e pede respostas das autoridades: Câmara de Montalegre, direção do PNPG, ICNF e GNR, para reforçar a vigilância e desencorajar o acesso a estas áreas. O foco é assegurar saídas rápidas em caso de incêndio, num parque com acessos estreitos.
A presidente da Câmara de Montalegre, Fátima Fernandes, defende a aplicação de multas sempre que haja resgates decorrentes do incumprimento das regras. A autarca aponta que os cinco concelhos com território no PNPG têm feito alertas e reivindicações junto da direção do parque e do ICNF para medidas mais restritivas.
Segundo a autarquia, o Estado deve criar mecanismos para responsabilizar quem provoca os resgates por incúria própria, incluindo a possibilidade de pagamento de custos operacionais. A proposta visa tornar estas situações dissuasoras e evitar repetição.
A Lusa tentou obter resposta do ICNF, sem confirmação até o momento. Entre as instituições envolvidas, permanece a cobrança por maior fiscalização no terreno para impedir afluxos a áreas de risco dentro do PNPG.
Entre na conversa da comunidade