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De Croo afirma que despesas de defesa e ajuda são duas faces da mesma moeda

De Croo defende orçamento plurianual da UE para equilibrar defesa e ajuda, visando vizinhança estável e recuperação da Ucrânia, em face da crise em Gaza

Alexander De Croo, administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento
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  • O ex-primeiro-ministro belga e administrador do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, Alexander De Croo, diz que o orçamento plurianual da UE pode equilibrar despesa em defesa e ajuda externa para manter a vizinhança europeia segura.
  • A Comissão Europeia propõe para 2028-2034 duas biliões de euros no quadro financeiro, com a defesa a receber cerca de 131 mil milhões de euros; não existe linha específica para a ajuda, mas o instrumento Global Europe soma 200 mil milhões.
  • De Croo sustenta que não há vencedores nem vencidos no orçamento e que o desenvolvimento faz parte da segurança e da economia, citando a reconstrução da Ucrânia como exemplo de benefício económico.
  • Em Gdańsk, participou na Conferência de Recuperação da Ucrânia para mobilizar apoio e financiamento; o UNDP apoia veteranos, desminagem e civis, fornecendo eletricidade a mais de 6,6 milhões de pessoas na Ucrânia.
  • Em Gaza, descreve a situação como dramática e defende maior acesso humanitário a organizações como o UNDP; ressalva preocupação com possível desvio de material, mas pede que se facilite o apoio para que as pessoas re comeceiem as suas vidas.

Alexander De Croo, administrador do UNDP e ex-primeiro-ministro belga, defende que o orçamento plurianual da UE pode equilibrar despesa em defesa e em ajuda. A ideia é manter vizinhança europeia estável e segura, segundo a sua leitura.

Aposta na defesa sem perder a linha de apoio externo. O objetivo é que o investimento militar seja eficaz, mantendo também a prevenção de conflitos. Uma vizinhança estável favorece crescimento económico, democracia e paz, afirma.

A Comissão Europeia propôs, em junho, 2 biliões de euros para 2028-2034, no quadro financeiro plurianual. A proposta ainda está a ser debatida entre os Chefes de Estado, com o Parlamento a ratificar, apontando dezembro como meta.

Competitividade e defesa aparecem como prioridades, com a defesa recebendo 131 mil milhões de euros para responder a necessidades de segurança. Não há linha específica para a ajuda, mas rubricas como Global Europe incluem verbas para ações externas.

De Croo sustenta que não há vencedores nem vencidos no orçamento. O desenvolvimento é parte da agenda de segurança e também da economia, exemplificando a reconstrução da Ucrânia após a guerra.

Ucrânia e Gaza

Este mês, De Croo participou, em Gdańsk, na Polónia, na Conferência de Recuperação da Ucrânia, para mobilizar apoio e financiamento ao país.

Na Ucrânia, o UNDP apoia veteranos, desminagem e civis, e fornece eletricidade a mais de 6,6 milhões de pessoas, num contexto de intensificação de ataques à energia.

De Croo afirma que a guerra compromete o desenvolvimento e que a pobreza e a destruição são extremas na região, salientando que quanto mais cedo parar o conflito, mais rápido haverá progresso humano.

O político belga esteve também em Gaza, em fevereiro. Um relatório da ONU aponta que as forças israelitas visaram deliberadamente crianças, descrevendo a situação como grave.

As circunstâncias no terreno são descritas como dramáticas, com mais de 80% das pessoas sem casa, vivendo em estruturas precárias. O líder pede maior acesso humanitário para organizações como o UNDP.

Aguarda-se que as Forças de Defesa de Israel facilitem esse acesso, permitindo soluções mais rápidas, enquanto De Croo reconhece preocupações sobre desvios de material. O apelo é para assegurar que pessoas possam recomeçar as suas vidas.

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