O Bloco de Esquerda pediu uma audição com caráter de urgência da secretária-geral do Sistema de Segurança Interna, Patrícia Barão. A iniciativa surge na sequência de notícias que apontam falhas na circulação de informação na UCAT.
A audição deverá ocorrer à porta fechada, conforme pedido dirigido à presidente da Comissão de Assuntos Constitucionais, Paula Cardoso. A Proteção de pessoas e organizações em causa justifica o segredo do tema.
Pedido de audição urgente
Entre os fundamentos do BE está a alegação de falhas na partilha de informações sobre ameaças dirigidas a titulares de órgãos de soberania, como o Primeiro-Ministro, o Presidente da República e várias dezenas de deputados. O objetivo é esclarecer o funcionamento dos mecanismos de coordenação.
Fabian Figueiredo, deputado único do BE, afirma que o caso põe em causa a eficácia dos sistemas de coordenação anti-terrorismo e a possibilidade de avaliar riscos e adotar medidas de proteção. O requerimento pede também esclarecimentos sobre alterações aos procedimentos.
Esclarecimentos e próximos passos
O ministro da Administração Interna, Luís Neves, já reconheceu a existência de uma falha de comunicação que não terá funcionado como devia. O BE exige ainda detalhes sobre o momento, o conhecimento e as causas da falha, bem como as medidas de proteção que deveriam ter sido acionadas.
Entre na conversa da comunidade