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ANAC aponta falhas de segurança em espectáculo de drones no Air Invictus

ANAC cancela espectáculo de drones do Air Invictus por incumprimento de requisitos de segurança; Gaia critica falta de comunicação técnica

Espectáculo com 3090 *drones* no âmbito do festival Air Invictus que decorreu na praia do Titan em Matosinhos
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  • A ANAC cancelou o espectáculo de drones do Air Invictus previsto para a noite de sábado no Porto e em Gaia, por incumprimento de requisitos de segurança.
  • Enquanto Matosinhos recebeu autorização para uma atividade de drones que ocorreu na sexta-feira, a operação em Gaia não cumpriu os requisitos de segurança exigidos.
  • A ANAC destacou que espectáculos com drones, sobretudo em áreas urbanas densas, exigem avaliação de riscos, coordenação com entidades e planos de operação de emergência.
  • O presidente da Câmara de Gaia, Luís Filipe Menezes, criticou a decisão, pedindo maior influência de governos e autarquias em decisões de eventos.
  • A ANAC rejeita acusações de arbitrariedade ou incompetência, assegurando que as decisões são baseadas em critérios técnicos, legais e de segurança.

A ANAC informou que o espectáculo de drones do Air Invictus, previsto para sábado, no Porto e em Gaia, foi cancelado por incumprimento de requisitos de segurança. A autoridade assegura ter estado disponível para prestar esclarecimentos, mas não houve demonstração suficiente de conformidade técnica.

Segundo a ANAC, esta foi a única atividade de drones não autorizada no evento, ao contrário do que aconteceu em Matosinhos, onde a ação autorizada cumpriu os requisitos de segurança. O regulador reforça que espectáculos em zonas urbanas densas exigem avaliação de riscos, coordenação e procedimentos de emergência.

Reação de Gaia e defesa institucional

O presidente da Câmara de Vila Nova de Gaia criticou a decisão, afirmando que o município não permitiu a presença de drones por questões técnicas. Luís Filipe Menezes pediu que o Governo e as autarquias tenham voz decisiva na gestão de eventos turísticos, apontando suposta incompetência.

A ANAC rejeita as acusações, dizendo que as declarações não refletem a atuação técnica e independente da entidade. A agência reforça que as decisões são baseadas em critérios legais, de segurança e que não aceitam pressões externas.

A autoridade acrescenta que continua disponível para colaborar com promotores e autarquias, desde que cumpram todos os requisitos legais. O objetivo é assegurar a segurança de pessoas e bens, especialmente em áreas com grande concentração de público.

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